VIGÍLIA DA FRENTE COMUM: professora agredida pelas forças de segurança
As forças polícias colocadas no palácio do governo espancaram, esta manhã, uma professora que estava em vigília realizada pelos professores que exigem o pagamento de 8 meses de salário.
A professora foi espancada na cabeça, teve ferimentos graves e foi levado ao hospital pelos seus colegas que estavam no local.
Tudo aconteceu, esta manhã, quando os professores se agruparam em frente ao palácio do governo em vigília exigindo o pagamento dos 8 meses de salários aos professores novos ingressos. Quando o grupo se agrupava para iniciar a vigília houve a intervenção das forças de segurança que tentativa dispersar o grupo, na operação os policiais estavam com casquete.
Falando à imprensa, Sene Djassi, porta-vos dos dois sindicatos promotores da vigília, nomeadamente, Frente Nacional dos Professores (FRENAPROF) e o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF), disse que saíram à rua por causa do incumprimento das atuas autoridades do país.
“Lamentamos o nível de Estado que temos. O Estado da Guiné-Bissau está numa fase de degradação, estamos num Estado de direito, por isso nenhum direito de manifestação é autorizado mesmo que seja espontaneamente, as forças polícias não têm o direito de impedir a manifestação, a tarefa das polícias é de criar a segurança para os manifestantes, mas não foi o caso. Fizeram a contrário, bateram nos professores até ao ponto de espancar a professora na cabeça”, explica.
Durante o acto de tentativa da vigília as forças polícias juntaram em cima de jovem que estava a reclamar o direito da vigília espancaram e prenderam.
Djassi disse que devido o comportamentos das forças polícias vão ser obrigados a adotar a nova estratégia de revindicações.
“Jamais vamos voltar a sair às ruas porque polícias são violentos, mas vamos usar outros meios que qualquer um vai sentir”, adverte o sindicalista que fala na possibilidade de retirada das fichas ou entrega de pré-aviso de greve.
Durante a tentativa da realização da vigília era possível ver frases escritas nos dísticos como “o desrespeito ao professor retrata decadência de uma sociedade” e “a dignidade dos professores conquista-se na rua”.
Texto & Imagem: Iaia Quadé
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