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Como surgiu a Rádio Sol Mansi

A Rádio Sol Mansi começou as emissões em Mansoa, no dia 14 de fevereiro de 2001, com um pequeno emissor de 250 Watts e uma área atingida de poucos quilómetros. A ideia surgiu do missionário católico italiano, Padre Davide Sciocco, que estava naquela cidade durante a guerra civil de 98-99. Vendo que as rádios foram uma "arma" fundamental no conflito, e toda a população escutava "religiosamente" os programas e convites a apoiar as diferentes partes, o seu pensamento foi: “se a Rádio foi usada para favorecer a guerra, porque não fazer uma Rádio para favorecer a paz, a reconciliação e o desenvolvimento?”

Acontecimentos importantes

Em 2008  a Rádio Sol Mansi tornou-se a Rádio Nacional da Igreja Católica, com uma cobertura em todo o território nacional. Há 3 estúdios (Bissau, Mansoa e Bafatá) e 2 retransmissores (Canchungo e Gabú). A dimensão inter-religiosa e interétnica continua.

Em agosto de 2009, a Rádio Sol Mansi assinou um histórico acordo de colaboração com a Rádio Corânica de Mansoa. Rádio católica e rádio islâmica colaboram na formação e na realização de programas, tendo também esta particularidade (talvez única no mundo): a rádio católica transmite um programa islâmico e a rádio islâmica, por sua vez, transmite um programa católico.

Em setembro 2010 o Diretor da Rádio Sol Mansi foi convidado pela Universidade de Providence (EUA) para falar num Congresso acerca do papel das rádios a favor da paz. Um ano depois, o Diretor e mais dois jornalistas foram convidados a participar num Congresso em Portugal.

Em 2010 um jornalista da rádio ganhou o prémio de melhor jornalista desportivo do ano, enquanto a rádio ganhou o Prémio de melhor órgão nacional na informação e sensibilização sobre o HIV/Sida; também um jornalista da rádio foi eleito como melhor jornalista nacional para os temas do HIV/Sida. A nível internacional a Rádio Sol Mansi tinha já recebido 2 prémios: Prémio Takunda (Itália 2005) como projeto mas inovativo nesta colaboração interreligiosa; Prémio Gabardi (Suíça – Itália 2008) pelo serviço à paz e desenvolvimento.

Colaboração com organismos e associações

A Rádio Sol Mansi é muito acreditada a nível nacional pelos seus serviços e programas de qualidade. Muitos pedem espaços e produção de programas formativos e informativos: a RSM teve nesses anos acordos de colaboração com organizações das Nações Unidas (UNIOGBIS, UNICEF; PNUD), Cruz Vermelha, Sociedade civil, Iniciativa Voz de Paz, Cáritas Alemanha, ONG ABC, AMIC (direitos das crianças), PLAN International, Câmara de Bissau, INPS, Policia Judiciária (programa de luta contra a droga), Estado Maior do Exército (programa de educação cívica para militares), Ministério das Finanças, Fundação João Paulo II para o Sahel, FEC, Fundação Pró Dignitate (Portugal), AIDA (Espanha), Embaixada da Grã Bretanha e mais outros.

Os noticiários são transmitidos em cadeia com 6 rádios comunitárias, enquanto os programas de educação para a paz são transmitidos por todas as rádios comunitárias do país. O resumo da semana é retransmitido por 2 rádios de Cabo Verde: Rádio Nova e MFM. As emissões da Rádio Sol Mansi chegam até ao sul do Senegal e o Norte da Guiné Conacry e, muitas vezes, à noite na Gambia e em Cabo Verde

Atualmente a rádio transmite das 6.30 às 23.00, com uma programação de informação, formação (educação, saúde, agricultura, direitos humanos, programas para as mulheres e as crianças, educação para a paz, religião, educação ambiental, programas para os militares, cultura tradicional) e animação. Os 3 estúdios trabalham ligados com uma programação comum e uma programação local em Bafatá na parte da tarde.

Aposta na formação

A aposta na formação dos jornalistas e técnicos foi decisiva. Houve longas formações oferecidas por jornalistas de Portugal e Brasil e dois técnicos de Cabo Verde e Itália; 12 jornalistas e animadores tiveram a possibilidade de fazer cursos e estágios em Burquina Faso, Zimbabwe, Angola, Portugal e Brasil. A aposta na formação continua sobretudo durante o trabalho: a Fundação Pró Dignitate apoia na formação dos jornalistas para que sejam ao serviço da verdade, objectividade e da paz.

Por esta aposta na formação profissional e técnica a RSM ganhou rapidamente credibilidade e audiência, tornando-se provavelmente a rádio mais escutada no país, e tendo os noticiários que são tomados como referência pela credibilidade, isenção e conteúdo. Uma rede de 50 correspondentes em todo o país permite  dar voz aos que são excluídos do círculo da comunicação.

Uma Rádio Escola ao serviço da Paz

É fácil notar que muitas rádios depois da fundação e o acompanhamento inicial ficam soltas, sem mais nenhum acompanhamento e capacitação. Além dos inúmeros problemas económicos e técnicos, isto cria uma situação perigosa no processo de paz e estabilização do país. Pessoas com pouca formação tornam-se responsáveis de um meio de comunicação que, especialmente em África, tem um grande poder.

Por isso, em 2008 o estúdio de Mansoa começou a funcionar também como Rádio Escola, oferecendo semanas de formação prática para todas as rádios comunitárias da Guiné-Bissau (com uma média de 25 rádios a participar e mais do que 50 formandos cada ano). Já é constituída uma equipa local de formação dirigida pelo jornalista Mussa Sani. Esta equipa trabalha no terreno com mais de 25 rádios comunitárias, espalhadas pelos locais mais recônditos do país. A Sol Mansi associa-se nesse projeto a um importante movimento cívico, a Voz di Paz que integra diversos ex-políticos e intelectuais guineenses. Juntos, a rádio e a Voz di Paz desenvolvem esforços para diminuir a conflitualidade permanente que o país tem atravessado.

São formações de duas semanas cada, com jornalistas vindos de todas as rádios e que constituem a «voz» dos guineenses. Os temas: a linguagem pacificadora durante o período de preparação das eleições presidenciais, a independência e isenção do jornalista, os Direitos Humanos, o Direito Internacional Humanitário, a questão do género, o diálogo inter-religioso entre muçulmanos (maioritários) e os cristãos e a preparação de um programa de educação cívica para militares.

Depois da formação segue-se uma avaliação rádio por rádio, comunidade por comunidade, para sentirmos as dificuldades e aplicação do projeto nas comunidades. Cada aula que é dada em crioulo, através de exemplos práticos, torna-se uma escola para os formadores também, levando-os a conhecer a Guiné-Bissau na sua realidade: o problema do narcotráfico, a corrupção, os problemas das fronteiras, o complicado dossier militar e por aí fora.

END ACCORDION

 

 

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