RSM COMEMORA 20 ANOS E RECEBE IMPORTANTES RECONHECIMENTOS NACIONAL E INTERNACIONAL

A Rádio Sol Mansi (RSM) completa, hoje (14 de Fevereiro de 2021), 20 anos da existência ao serviço da Paz na Guiné-Bissau. Uma emissora dedica a evangelização e a promoção da paz que, desde 2008, passou a ser a Rádio Nacional da Igreja Católica.

A Sol Mansi foi fundada em 2001, pelo missionário Italiano, Padre Davide Sciocco, que estava naquela cidade durante a guerra civil de 1998-1999 com um pequeno emissor de 250 Watts e uma área atingida de poucos quilómetros.

Diante de toda a guerra civil as rádios foram usadas como “arma” fundamental para o conflito que, no entanto, incentivava ódio e a população era muito atormentada.

“Se a Rádio foi usada para favorecer a guerra, porque não fazer uma Rádio para favorecer a paz, a reconciliação e o desenvolvimento?”, este foi o pensamento do fundador da RSM que decidiu começar com a ideia promissor de uma rádio ao serviço da reconciliação nacional.

Em entrevista à RSM, Padre Davide disse que não imaginava que a estação teria esta dimensão internacional.

“Pensei que fosse uma ideia pequena porque não tinha nenhuma noção da Rádio, mas sabemos que Deus tem força e trabalha começando com algo pequeno mas o Seu projecto é maior”, conta o fundador da RSM.

Porque é uma ideia sustentável, piloto e promissor, Padre Davide conta-nos que a ideia da Sol Mansi é ser uma rádio escola que quer partilhar as suas experiencia de trabalhar pela paz com outras personalidades.

“Infelizmente existem muitas forças que não querem paz porque ganham com isso, mas nós queremos que cresça a cultura da paz, justiça, verdade e da responsabilidade e, então, podemos ser escola dando formação a outras rádios e através da nossa forma de ser uma Rádio porque podemos dar exemplos desejáveis”.

O reconhecimento também veio por parte dos ouvintes da RSM aqui da Guiné-Bissau e da diáspora. Eles elogiam os trabalhos da RSM porque acreditam nos seus conteúdos noticiosos e nas suas programações.

“Recentemente a RSM foi escolhida, num importante relatório feito por importante universidade Portuguesa, como a mais isenta e mais ouvida ao nível nacional, e eu faço também uma avaliação positiva da actuação desta estação e as pessoas continuam a acreditar nos conteúdos da Sol Mansi porque nunca ouvimos nenhuma informação emitida aqui e que depois foi desmentida e isso é muito bom”, disse um jovem guineense.

“Eu não fico sem ouvir a Sol Mansi e principalmente as suas notícias, é a rádio que todos elogiam e acreditam”, disse um funcionário Público guineense.

Para os próximos tempos, os ouvintes esperam ainda mais da RSM e pedem que os esforços continuem, porque “a equipa que vence não deve ser mudada”.

“Sabemos que a RSM vai ainda mais longe porque tem uma equipa forte e dinâmica e o seu director é um jovem com futuro promissor. Estou tranquilo e sei que todos estão porque a Sol Mansi é um exemplo no mundo, uma RSM que passa a mensagem das diferentes confeições religiosas e com parceria com a Rádio Corânica, isso é muito bom e elogio os funcionários por isso”, disseram os guineenses ouvidos pela nossa reportagem.

Ao longo dos 20 anos, a RSM recebeu importantes premiações nacionais e internacionais. Entre vários, a RSM foi reconhecida pela Cabo-verde, Portugal, Itália e os Estados Unidos da América. No entanto, em Setembro 2010, o então Diretor da RSM (padre Davide) foi convidado pela Universidade de Providence (EUA) para falar num Congresso acerca do papel das rádios a favor da paz. Um ano depois, o Diretor e mais dois jornalistas foram convidados a participar num Congresso em Portugal.

No ano passado dois importantes relatórios internacionais colocaram a RSM em primeiro lugar da mais isenta e ouvida na Guiné-Bissau.

Instado a falar sobre estes reconhecimentos, o fundador da Sol Mansi deu o crédito aos ouvintes que dão apoio e encorajamento, mas pede todos a trabalharem pela paz.

“Não devemos apoiar as pessoas eu falam mal das diferentes religiões, e se tiver alguma rádio que passa a mensagem de divisão étnica e religiosa é melhor mudar de sintonia, porque isso é muito perigoso”, pede.

A RSM era uma emissora comunitária que agora ganhou a dimensão internacional. Actualmente, a RSM tem duas frequência e uma página Internet e outras redes sociais, conta com mais de 40 correspondentes na Guiné-Bissau e na diáspora, com 3 estúdios de emissão «Mansoa, Bissau e Bafatá» e 3 centros de retransmissão ao nível nacional.

Os 20 anos coincidem com os desafios da pandemia da Covid 19 por isso as comemorações foram canceladas, por enquanto, mas neste dia as portas dos 3 estúdios foram abertas ao público e até ao momento dezenas de jovens, crianças e adultos estiveram aqui tirando as suas duvidas principalmente como se consegue trabalhar em simultâneo com os 3 estúdios.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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