ANCA ANUNCIA ABERTURA DA CAMPANHA DE COMERCIALIZAÇÃO DA CASTANHA DE CAJU PARA O PRÓXIMO MÊS DE ABRIL
O Presidente do Conselho de Administração de Agência Nacional de Caju (ANCA) anunciou que a abertura da campanha da comercialização da castanha de caju vai acontecer antes de 15 de abril do ano em curso.
“ Se tudo correr como previsto, a abertura da campanha será muito mais cedo, 15 de Abril, em relação ao ano passado onde a abertura da balança é efectuado só no mês de Junho”, garantiu Dafá.
A garantia é dada nu encontro com a imprensa realizada esta quinta-feira (11) para reagir as acusações proferidas na segunda-feira pelo presidente de Associação Nacional dos Importadores e Exportadores.
Segundo Caustar Dafa, no pacote das leis aprovado no Conselho de Ministro, o preço a ser anunciado pelo governo para a compra de castanha de caju junto ao produtor este ano, será rigorosamente comprido.
“ Este ano o preço anunciado pelo governo será cumprido e quem não estiver em condições que se retire”, avisou.
Nos últimos anos, apesar de o Fundo Monetário Internacional ter apelado para que se faça uma campanha de comercialização e exportação de caju transparente, as crises políticas acabaram por ensombrar a actividade.
Anca refuta acusações de desvio de 4 bilhões de dólares
Entretanto, na mesma ocasião Caustar Dafá refutou a denúncia, de desaparecimento de 4 bilhões de francos CFA na ANCA.
Dias depois que o presidente da Associação Nacional dos Importadores e Exportadores ter denunciado o desaparecimento de 4 bilhões de francos CFA na ANCA, Caustar Dafa, em reacção diz que Mamadu Iero Djamanca enquanto presidente de exportadores desconhece totalmente da quantidade da exportação feita nos anos anteriores simplesmente quer fazer uma acusação intencional gratuita assegurando no entanto que Djamanca tem que provar o valor anunciado junto as instâncias judiciais.
“ (...) Sobre esta questão, só tenho a dizer que presidente da Associação Nacional dos Importadores e Exportadores desconhece totalmente a quantidade de exportações feitas nos anos transactos ou fez uma acusação gratuita intencional para afectar o cérebro de algumas pessoas para tirar dividendos. Mas o que posso garantir é que (Djamanca) vai provar a proveniência destes montantes”, afirmou.
Segundo Caustar Dafa nos últimos três anos, o valor arrecadado em relação à taxa de funcionamento da Agência Nacional de Caju é de 2 bilhões e cento oitenta e seis milhões e oitocentos trinta e cinco mil francos CFA.
Nos últimos três anos referidos pelo Djamanca, Caustar referiu que em 2018 a taxa paga era de 3 francos por quilo sendo exportado 149.700 toneladas de castanha de caju, 2019, é exportado um total de 195.547 toneladas com a taxa de valorização de 5 francos cfa. “ Em 2020, foi exportada 152.000 toneladas com a taxa de valorização de 5 francos por quilo que correspondem 2 bilhões 186 milhões e 835 mil francos cfa. Agora pergunto, onde saiu o montante anunciado pelo presidente dos exportadores”, questionou.
Em relação ao despacho da Agência Nacional de Caju em relação ao saco bruto considerada de intenção obscura pelo Djamanca para beneficiar alguém, Caustar Dafa contrariou, acrescentando que que existe requisitos no caderno de encargo entretanto preenchido pela empresa que venceu o concurso para o fornecimento de sacos da primeira qualidade para as castanhas.
A castanha de caju é o principal produto agrícola e de exportação da Guiné-Bissau. No ano passado, a campanha ficou assombrado com a crise pós-eleitoral e as medidas de restrição para conter a propagação da pandemia da Covid-19.
Por: Nautaran Marcos Có/ Braima Siga
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