GUINEENSES CHAMADOS ÀS URNAS PARA A ESCOLHA DE NOVOS REPRESENTANTES PARLAMENTARES

Os eleitores guineenses são chamados este domingo (10 de Março) a urna para cumprir mais um dever cívico para a escolha do novo governo e dos novos representantes no parlamento.

Os eleitores vão poder votar em mais de três mil mesas de voto distribuídas pelos 29 círculos eleitorais da Guiné-Bissau e na diáspora.

Ao exercer seu dever cívico o presidente da República manifestou-se satisfeito por finalmente o país vai ao voto depois de uma legislatura onde não foi registado golpe de estado como tem acontecido nos últimos anos.

“ Estou feliz por estar aqui a votar. É um trabalho de cinco anos, não foi fácil mas estamos felizes porque desde 1994 nunca mais a Guiné-Bissau conseguiu chegar ao fim da legislatura e o presidente da República também cumpriu com o seu mandato. É a primeira vez que isso aconteceu na Guiné-Bissau. Sem mortes, sem espancamentos, sem golpes de estados, sem prisões arbitrárias, liberdade de expressão e de manifestação, sem prisioneiros políticos, entre outros”, manifesta o presidente da república momentos depois de ter exercido seu dever de voto.

Primeiro-ministro Aristides Gomes afirmou momentos depois de votar que o processo destas eleições decorreu num contexto de tensão de modo que cada actor político estava tenso e vigilante.

“ Foi um processo difícil e que contou com a intervenção da comunidade internacional para apaziguar os ânimos. A Guiné-Bissau tem que se reerguer e assumir a sua verdadeira dimensão para que possa ter o seu papel no desenvolvimento global. A Guiné-Bissau não é assim tão pobre, corrupta e frágil como é apresentado ao mundo, temos as potencialidades sobretudo humanas que nos podem fazer avançar para o desenvolvimento”, sublinha o primeiro-ministro.

Entretanto, o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) Pedro Sambú reconheceu que o processo de votação está a decorrer num ambiente calmo, transparente e sem sobressaltos.

“Abrimos as mesas de voto as 7 horas de manhã portanto estamos satisfeitos com a normalidade em que está a decorrer o processo”, tendo adiantado que a questão ligada a falta de agentes de segurança nalgumas mesas de voto “tem a ver com a questão de operacionalidade”.

Fonte da Guarda Nacional disse que não foi possível cobrir todas as mesas de voto por falta de agentes.

As eleições legislativas de hoje visam acabar com a crise política que existe no país desde 2015, quando o Presidente guineense, José Mário Vaz (PAIGC), demitiu o Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro, depois de o PAIGC ter vencido as eleições em 2014 com maioria absoluta.

Durante a última legislatura, a Guiné-Bissau teve sete primeiros-ministros, um dos quais por duas vezes.

A segurança do ato eleitoral vai ser garantida por um efectivo de 6.000 elementos das forças de segurança e de defesa.

Uma equipa constituída pela polícia de Ordem Pública, Guarda Nacional e soldados da força oeste africana de manutenção da paz na Guiné-Bissau (Ecomib) tem no terreno seis mil elementos.

Por: Nautaran Marcos Có/ Elisangila Raisa Silva Santos

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