GOVERNO ORDENA FECHO DE MAIS DE 80 RÁDIOS NA GUINÉ-BISSAU

O governo da Guiné-Bissau ordena, a partir de hoje, a suspensão das actividades de mais de 80 Rádios na Guiné-Bissau com atraso na regularização das licenças de funcionamento.

A decisão do governo vem na sequência da advertência do ministério públicos em relação a falta de regularização das respectivas licenças de funcionamento, no entanto, o governo deu 3 dias para que todas as rádios procedam a conclusão do processo de regularização das respectivas licenças.

Passado este prazo, o governo, em nota entregue à RSM, informa que das 88 rádios notificadas apenas 9 compareceram ao ministério para os devidos efeitos.

Na mesma nota, a Inspecção Geral do Ministério da Comunicação Social adverte que vão ser tomadas as medidas competentes contra os operadores que se encontram em “flagrante” incumprimento da decisão governamental.

Entretanto, ainda hoje, em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o inspector-geral da comunicação social, Mamadu Saliu Djau, disse que o governo vai ser intransigente na aplicação das leis às rádios que não regularizarem as suas licenças até ontem.

O inspector da comunicação disse ainda que já é uma prática as rádios não cumprirem as suas responsabilidades.

Em caso de eventuais medidas de retirada de licenças, Saliu Djau disse que esta será a única responsabilidade do governo.

Ainda sobre esta decisão do governo em ordenar a suspensão das actividades das rádios sem licenças actualizadas, a RSM falou com o bastonário da ordem dos jornalistas da Guiné-Bissau. António Nhaga alerta que a decisão do governo de fechar as rádios nestas condições pode abrir o caminho para que os políticos aliciem os órgãos de comunicação social no país.

“O problema de fechar as Rádios acho que, pode ser uma espécie de um entretenimento porque, o problema da Guiné é um problema de regulação de produção de conteúdos”, disse o bastonário.

O bastonário preocupado ainda com a situação de fake-News, e disse que “nós temos problemas de fake-News, temos as pessoa disfarçadas em jornalistas que precisa de regulamentar”.

O bastonário Nhaga aponta por outro lado o estabelecimento de modelo de negócios na Guiné-Bissau para o jornalismo.

“Há uma questão prioritário estabelecer o sistema de negócio na Guiné-Bissau para o jornalismo para fazer com que haja a condição de produção de conteúdos, para que o jornalista viva de seu trabalho”.

O executivo anunciou que, num total de 88 rádios existentes em todo o país, apenas duas rádios estão com licença actualizadas. Entre as legalizadas, está a Rádio Sol Mansi, emissora católica da Guiné-Bissau.

Sobre esta medida, o governo vai reunir, amanhã sexta-feira, com os órgãos comunitários, sindicato de jornalistas e técnicos de comunicação social.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Ussumane Mané

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