GOVERNO ANUNCIA INTENÇÃO EM COMEÇAR A VACINAÇÃO CONTRA PALUDISMO

O governo pretende introduzir pela primeira vez a vacinação de paludismo em crianças e, a ideia é reduzir os casos da doença no país que ainda continua a matar principalmente gravidas e crianças.

Esta estratégia do governo, segundo disse José Ernesto Nanté, Coordenador Nacional do Programa da Luta Contra o Paludismo, será feito para acompanhar a dinâmica que está a ser realizado no mundo.

O responsável disse que o objetivo primordial é acabar com os casos do paludismo no país.

O coordenador nacional do programa de luta contra o paludismo explica ainda que o país teve redução dos casos nas crianças com mais de 5 anos e em adultos.

Nestes primeiros 3 meses do ano 2022, José Ernesto Nanté disse que as regiões de Gabú e Bafatá são zonas com maiores casos da doença.

O coordenador nega que o país tenha rotura de medicamentos de tratamento do paludismo mas, ele avisa que o próximo ano será difícil porque têm a consciência de que haverá dificuldades em termos de estoque medicamentos.

Segundo informações disponíveis, de 2020 para hoje, o país teve aumento de 12 por cento de casos de paludismo devido aos constrangimentos verificados em relação à luta contra a pandemia da Covid 19.

Segundo os dados oficiais do governo, em 2021, o país registou 462 óbitos dos 181 855 notificados.

Os dados revelados, hoje (25), pelo secretário-geral do ministério de saúde que sustenta ainda que o paludismo continua a figurar na lista de doenças que constituem “grandes” problemas da saúde pública na Guiné-Bissau.

Queletche Na Isna falava, hoje, durante a gravação da mensagem alusivo ao dia mundial de luta contra paludismo, hoje, que se comemora sob lema “aproveitar a inovação para reduzir a carga da doença do paludismo e salvar vidas”.

Queletche Na Isna garante que o país e os parceiros vão empenhar-se em diminuir a mortalidade causada pelo paludismo ao nível nacional.

Hoje, comemora-se o Dia Mundial de Combate à paludismo sob o lema “Aproveitar a inovação para reduzir a carga da doença e salvar vidas”.

A Organização Mundial da Saúde anuncia que em 2020 foram notificados 241 milhões novos casos e 627 mil mortes em 85 países.

Em relação a óbitos, mais de dois terços ocorreram entre crianças menores de cinco anos da África.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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