FMI INICIA AVALIAÇÃO DAS METAS TRAÇADAS COM A GUINÉ-BISSAU
Uma missão de avaliação do Fundo Monetário Internacional reuniu esta quarta-feira (21 de Março) na sua quinta missão com o governo guineense para analisar as metas estabelecidas no âmbito do programa com a Guiné-Bissau.
A margem da reunião, o ministro das Finanças do governo demissionário João Aladje Fadia afirmou que depois desta avaliação, se as metas foram cumpridas haverá desembolso de mais de 3,03 milhões de direitos especiais sac que corresponde o programado. “ Mas também nesta missão já começamos a abordar a possibilidade da extensão do programa para mais um ano e esse programa vai ter duas avaliações”, explica o ex-ministro das Finanças guineense.
Entretanto, mostrou- se confiante de terem cumprido suas parte aguardando a avaliação final do Fundo, tendo adiantado que tinham acordado metas do quê que vão cumprir e quanto vão conseguir de receitas e quanto vão fazer da despesas.
“ É isso que o fundo vem avaliar agora e se cumprimos, temos direito a um desembolso. Portanto estamos confiantes que fizemos o nosso trabalho. No fim da missão vão saber se cumprimos ou não, mas estamos confiante que cumprimos” afiançou Fadia.
De referir que as ultimas avaliações feitas do decurso de 2017 e início de 2018 foram todas aprovadas pelo conselho de administração do FMI e consequentemente foram desembolsados o montante total de 6,06 milhões de direito especiais sac.
Segundo os dados apurados e discutidos com a última missão de Janeiro deste ano, em princípio, as metas acordadas foram cumpridas e assim espera-se a aprovação da avaliação pelo Conselho de administração do fundo previsto para meados de Julho de 2018 e o desembolso da última tranche de 3,03 milhões de direitos especiais sac.
Importa ainda lembrar que em maio, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a transferência de uma tranche de 3,7 milhões de euros do empréstimo em curso ao país, depois de uma visita técnica.
A proposta de transferência de mais esta tranche faz parte de um plano de financiamento aprovado em 2015, e que pode atingir os 21 milhões de euros, mas que esteve suspenso e que apenas foi retomado em dezembro de 2016, depois de as autoridades guineenses terem recuado na tomada de algumas medidas, com as quais a organização financeira internacional discordava.
O FMI não concordou com a compra da carteira de créditos malparados do setor privado à banca comercial e ainda com o destino que se estava a pensar dar a toros de madeira cortada nas florestas do país e que foram confiscados pelo Estado.
A instituição mundial exigiu a anulação da operação da compra da dívida aos bancos e ainda instou às autoridades a venderem a totalidade da madeira confiscada com o dinheiro a reverter para o Tesouro Público.
O FMI prevê um crescimento económico de cinco por cento este ano para a Guiné-Bissau.
Por: Nautaran Marcos Có
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