FMI: CRESCIMENTO DA ECONOMIA ABRANDA PARA 3,8% PELA BAIXA EXPORTAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que o défice orçamental do ano 2022 da Guiné-Bissau situou-se nos 5,8% do Produto Interno Bruto e ainda com uma divida pública elevada.
A constatação do FMI foi registada esta segunda-feira durante uma conferência de imprensa conjunta com o governo que visa falar das conclusões finais de primeira avaliação do mecanismo de Facilidade de Crédito Alargada com a Guiné-Bissau aprovado a 30 de janeiro deste ano.
O chefe da missão do FMI no país José Gijon estima que o crescimento do país abrandou-se para 3,8% afetado negativamente pela baixa exportação de castanha de caju
“Estima que o crescimento do país abrandou-se para 3,8% afetado negativamente pela baixa exportação de castanha de caju, a inflação aumentou para 7,9% em 2022, devido em parte á escalada dos preços das matérias-primas, associada com a guerra na Ucrânia. O défice orçamental do ano 2022 da Guiné-Bissau situou-se nos 5,8% do Produto Interno Bruto e ainda com uma dívida pública elevada, em quase 80% do PIB e no futuro, espera que o crescimento recupere para 4,5% em 2023”, explicou.
Ainda este responsável mostra que apesar dos avanços registados, existem desafios que não são criadas ao nível interno só da Guiné-Bissau, mas sim pela conjuntura internacional.
“Apesar dos avanços registados, existem desafios que não são criadas ao nível interno só da Guiné-Bissau, mas sim pela conjuntura internacional que infelizmente parece vai continuar ainda e também continuamos a ter contatos com os nossos parceiros e autoridades para continuar o apoio”, sublinhou.
A Facilidade de Crédito Alargada tem como objetivo prestar assistência financeira a países prolongados na balança de pagamentos e apoia no avanço de uma posição macroeconómica estável e sustentável.
Com base nas conclusões preliminares desta missão, o corpo técnico preparará um relatório que poderá ser sujeito a aprovação da direção, será apresentado ao Conselho da Administração do FMI para apreciação e decisões finais.
Por: Diana Bacurim
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