Exportão da castanha de caju: ASSOCIAÇÃO ALERTA PARA O RISCO À ECONOMIA NACIONAL
O presidente da Associação dos exportadores e importadores alertou, hoje, sobre o risco e perigo para economia nacional a continuidade de mais de 40 mil toneladas de castanha de caju do ano passado nos armazéns.
“Não é segredo para ninguém, ainda há castanha nos armazéns que é um fato inédito na Guiné-Bissau. É um risco e grande perigo para nossa economia”, alertou Mamadu Iero Djamanca, na saída do encontro entre o sector privado e a delegação ministerial do Comércio da Gâmbia que se encontra de visita no país.
Apesar de considerar de “inédito” a quantidade de castanha, que é o maior produto da exportação agrícola guineense até a data presente nos armazéns, Iero Djamanca diz que “estamos a trabalhar para encontrar a solução o mais rápido possível antes da abertura da nova campanha da comercialização da castanha de caju, porque não será prudente abrir a nova campanha com quantidade de castanha do ano passado nos armazéns. Então, para evitar os riscos comerciais, é preciso criar um sistema de controle da castanha do ano passado com o atual”.
Segundo o responsável, a quantidade ainda armazenadas para exportação ronda os “40 a 45 mil toneladas”
Entre as soluções, o responsável informa que já têm nas mãos “as propostas que não é só no aspeto da sua exportação porque o valor já é muito baixo no mercado, “ mas temos a outra proposta para o governo de como dividir esta quantidade para produzirmos os viveiros para as próximas gerações de pomares para melhor organizar os pomares no país porque uma boa parte dos pomares é velho e outros doentes”.
Contudo, aponta o governo como o principal responsável para a continuidade desta quantidade de castanha de caju nos armazéns.
“É o governo, não há mais outro responsável, é o governo, portanto não é preciso alongar mais neste aspeto porque é sobejamente conhecido”, acusa.
No ano passado, o país conseguiu ultrapassar a previsão inicial da exportação do produto considerado “petróleo guineense”, segundo dados do governo ao longo da campanha foram armazenadas mais de 240 mil toneladas da castanha de caju.
Por: Braima Sigá
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