DADOS DA PLAN INTERNACIONAL REVELAM QUASE METADE DAS MENINAS GUINEENSES JÁ SOFRERAM ALGUM TIPO DE VIOLÊNCIA
A Plan Internacional revelou, hoje, que mais de 45% das meninas já sofreram alguma forma da violência baseada no género, 26% do casamento precoce e 34% de não escolarizadas.
Os dados foram revelados hoje pela representante da organização, durante o ato de abertura da Mesa Redonda sobre a participação política das meninas e mulheres, tudo relativamente as celebrações do Dia Internacional das Mulheres 8 de Março sob lema “Queremos ver as meninas jovens como lideres e mentoras da mudança”.
Antónie Chibe mostra-se ainda que é importante agir a todos os níveis para mudar esta realidade.
“Ao celebrar este dia importa falar da situação da menina que será a futura mulher na Guiné-Bissau, mais de 45% das meninas já sofreram alguma forma da violência baseada no género, 26% do casamento precoce e 34% de não escolarizadas é importante agir a todos os níveis para mudar esta realidade para garantir que as meninas vêm os seus direitos respeitados e dispõem de espaços seguros que lhes permitam participar na tomada de decisão sobre as suas vidas. Uma realidade que somente poderá ser conseguida com a colaboração e participação de todos”, assegurou
Presidindo o ato a Presidente da Plataforma Política das Mulheres, Silvina Tavares convida todas as mulheres guineenses, a unirem e lutar contra os atos que discriminam e afetam negativamente as suas vidas.
“Provamos mãos uma vez que a promoção da igualdade de género é, e deve ser sempre uma prioridade do governo da Guiné, como um dos caminhos para a eliminação de todas formas de discriminação contra mulheres, criando assim condições para a sua formação, elevação da auto-estima e inserção em todas as atividades de índole económica, politica e social. Para o efeito um aspeto é importante ser capitalizado por todos nos, de modo que a inserção da mulher na sociedade seja cada vez mais notória e efetiva, queremos pedir a todas as mulheres a unirmos e lutar contra os atos que discriminam e afetam negativamente as nossas vidas”, Frisou
Durante esta Mesa Redonda que junta as diferentes organizações juvenis, sociedade civil, partidos políticos e demais franjas da sociedade, serão ministrados entre outros temas “os desafios, avanços e os próximos passos em direção a uma maior participação política de meninas, no seio dos partidos políticos”.
Por: Diana Bacurim
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