PRESIDENTE DA CCIAS DENUNCIA “GOLPE INSTITUCIONAL” E CONTESTA INTERVENÇÃO DO GOVERNO DE TRANSIÇÃO

O presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), Mamam Samba Baldé, acusou esta terça-feira o chefe do Governo de Transição de promover um alegado “golpe institucional” no seio do setor privado guineense.

Em declarações aos jornalistas no pátio da Rotunda do Império, no centro de Bissau, após ter sido retirado do recinto da Primatura no final das negociações entre as partes em conflito e o Executivo, Mamam Samba Baldé afirmou que foi chamado para assistir a um ato que considera ilegal.

“Hoje fomos chamados para assistir a um golpe institucional na Câmara do Comércio, num encontro promovido pelo primeiro-ministro para firmar um memorando de entendimento no setor privado, algo que não está previsto na lei. Há um processo que está a seguir tramitação legal no Ministério Público. Não se pode insistir”, declarou.

Segundo o responsável, a intervenção do chefe do Executivo está a “desestabilizar” o setor privado nacional. Baldé garantiu ainda ter alertado o primeiro-ministro sobre a existência de um processo em curso no Ministério Público, mas, segundo disse, o governante afirmou estar a agir com base em orientações superiores.

“O Governo está a intervir num processo que está sob tramitação legal no Ministério Público. Houve hoje uma imposição para desestabilizar o setor privado”, denunciou, acrescentando que não irá assinar qualquer memorando enquanto o processo judicial estiver em curso.

Mamam Samba Baldé reiterou que foi eleito para um mandato de cinco anos e rejeitou reconhecer a atual liderança da instituição. “Nunca vou reconhecer a atual liderança. Fui acusado de forma falsa por um grupo de pessoas”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da Mesa da Assembleia Geral da CCIAS, Januário José Moreno Sano, responsabilizou Mamam Samba Baldé pelo alegado descontrolo financeiro na instituição. Segundo Moreno Sano, o encontro promovido pelo primeiro-ministro representou um passo importante para a reconciliação entre as partes em conflito.

“Houve uma reconciliação verdadeira entre elementos desavindos na Câmara do Comércio. Mamam Samba não pode continuar como presidente porque foi o foco do problema. É responsável pelo descontrolo financeiro na CCIAS, foi suspenso e, desde então, a Câmara estava num imbróglio. Este ato de assinatura faz parte de todo o processo”, afirmou.

Após a assinatura do memorando de entendimento destinado a pôr termo ao conflito interno na CCIAS, Bacar Baldé foi indigitado para assumir interinamente a direção da instituição até à realização da próxima Assembleia Geral, ainda sem data marcada.

A Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços tem vivido, nos últimos tempos, um clima de forte tensão interna, que culminou com a suspensão de Mamam Samba Baldé das funções de presidente, na sequência de acusações de alegado desvio de fundos.

 

Por: Braima Sigá

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