Educação. SINAPROF AMEÇA PARALISAR AS AULAS APESAR DO COMANDO MILITAR PROÍBIR GREVES NO PAÍS

O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) considera que a Guiné-Bissau continua a ter uma educação “de sonho” e não uma educação de qualidade e inclusiva.

A posição foi tornada pública esta terça-feira pelo presidente do sindicato, Domingos de Carvalho, em entrevista à Rádio Sol Mansi, no âmbito do Dia Nacional dos Professores, assinalado a 17 de fevereiro.

Segundo o dirigente sindical, o país enfrenta uma persistente falta de professores no sistema educativo, infraestruturas escolares precárias e um sistema de ensino considerado frágil, fatores que, na sua opinião, impedem a melhoria da qualidade da educação.

“A nossa análise e reflexão é que a educação continua a ser um sonho, ou seja, o que pretendemos é ter uma educação de qualidade e inclusiva, mas ainda não chegámos a essa meta, sobretudo por causa da falta de professores, precariedade das escolas e fragilidade do sistema”, sustentou Domingos de Carvalho.

Perante a aproximação da campanha de comercialização da castanha de caju 2026, Carvalho alertou o executivo para resolver o problema da falta de professores, a fim de evitar o abandono escolar durante a campanha.

“Se os professores continuem a não estar nas escolas, os alunos poderão abandonar as aulas para aproveitar a campanha de caju nas hortas, o que comprometerá o futuro dos mesmos. O conflito político tornou a educação refém e impede o avanço”, salientou.

Domingos de Carvalho advertiu ainda que, caso não haja respostas concretas às reivindicações da classe docente, SINAPROF poderá convocar uma paralisação, apesar das alegadas ameaças do alto comando militar.

“Se não houver resolução dos problemas, como o pagamento de salários aos contratados, regularização dos doentes, efetivação e reclassificação de quem tem direito, entraremos em greve”, salientando o comunicado do alto comando militar não os vincula por não serem militares.

O líder sindical insiste que é necessário resolver com urgência questões como pagamento de salários em atraso, regularização de professores contratados e melhoria das condições de trabalho, para garantir estabilidade no sistema educativo.

O Dia Nacional do Professor na Guiné-Bissau é celebrado em 17 de fevereiro para homenagear o papel dos docentes e recordar o legado de Areolino Lopes da Cruz, professor e combatente da liberdade que morreu em defesa dos seus alunos durante a luta armada, em 1966.

Por: Marcelino Iambi

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