LGDH CLASSIFICA 2025 COMO ANO “CATASTRÓFICO” PARA OS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU
A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) aponta o ano de 2025 como particularmente catastrófico para os direitos humanos na Guiné-Bissau, marcado por graves retrocessos nos direitos sociais, políticos e económicos.
As considerações foram feitas hoje pelo presidente da LGDH, Bubacar Turé, durante uma conferência de imprensa alusiva ao Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Segundo Bubacar Turé, o país enfrenta um aumento preocupante de detenções arbitrárias, repressão das liberdades fundamentais e denúncias de tortura no Ministério do Interior, "situações que atingiram níveis alarmantes".
Os dados relativos a grupos vulneráveis revelam um quadro ainda mais preocupante. A LGDH registou quatro casos de feminicídio, mais de quarenta casamentos infantis e forçados, além de oito mortes misteriosas de crianças, que nunca chegaram a ser investigadas.
Perante o atual cenário de repressão, a LGDH exige o fim das práticas de intimidação e das restrições ilegais às liberdades fundamentais, incluindo as ameaças de encerramento de órgãos de comunicação social.
A organização exige ainda a libertação "imediata das pessoas acusadas de envolvimento em golpes de Estado, a abertura urgente de uma investigação judicial sobre o ataque aos equipamentos da CNE e o retorno à ordem constitucional, com a divulgação dos resultados das últimas eleições.
Entretanto, Bubacar Turé alerta que, se o país persistir em vias de ilegalidade, corre o risco de enfrentar convulsões sociais.
O presidente da LGDH espera que a comunidade internacional mantenha coerência no seu posicionamento relativamente à situação sociopolítica da Guiné-Bissau.
A LGDH destaca também que as pessoas com deficiência continuam a enfrentar severa exclusão social, consequência da inexistência de políticas públicas eficazes de inclusão.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará
- Created on .

