Tensão Política: TRÊS (3) DIRIGENTES DA APU FORA DO GOVERNO DA INICIATIVA PRESIDÊNCIAL

Os altos dirigentes da APU- PDGB e membros do governo na iniciativa presidencial apresentaram esta terça-feira (18 de junho de 2024) ao primeiro-ministro uma carta de demissão em bloco cumprindo as orientações da direção superior do partido.

Na semana passada o partido liderado pelo antigo primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, numa declaração política tinha ordenado a retirada dos seus militantes e dirigentes do governo da iniciativa presidencial liderada por Rui Duarte Barros.

Em análise a esta situação o comentador político Rui Jorge Semedo disse que o recente anúncio e a retirada dos ministros da Energia e Indústria, Valentino Infanda, da Cultura e dos Desportos Augusto Gomes, e do Secretário do estado da Juventude Garcia Bifa Bideta, acabou rompendo por completo as relações existentes entre o APU – PDGB e o Presidente da República.

“Acho que pela dimensão do APU a retirada de seus militantes no governo não vai provocar nenhuma ruptura ou instabilidade no seio do partido como tem vindo registar-se nas outras formações políticas”, afirmou em análise dias após a orientação do partido.

A Aliança de Povo Unido- Partido Democrático da Guiné-Bissau, retirou a confiança política ao presidente Sissoco Embaló, alertando para a gravidade do aumento galopante da circulação da “droga” envolvendo os agentes do estado aliando pelos atos “criminosos” cometidos pelas milícias palacianas contra os cidadãos indefesos nas manifestações e demais “abusos” das autoridades.

Igualmente APU-PDGB, responsabilizou o presidente da república sobre a degradação do estado social e democrático, caso este não marcar as eleições presidenciais para novembro de 2024.

Para o comentador permanente da Rádio Sol Mansi para os assuntos políticos considera que existe uma tentativa por parte do chefe de estado de impor as normas que não regem a constituição da república da Guiné-Bissau. Rui Jorge Semedo afirma que o país está perante o início de um problema sobretudo de tensão social que poderá agitar a Guiné-Bissau.

“Estamos num momento de tensão política que era previsível por qualquer pessoa atenta que existe uma tentativa por parte do presidente da república de impor a sua vontade não da constituição da república”, concluiu.

O quinto partido mais votado nas últimas embates eleitorais que ditou a vitória da coligação liderada pelo PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde), alerta para a gravidade das interferências do presidente da república nos assuntos internos dos partidos políticos, desencadeando divisão, indisciplina, desordem e anarquia através de corrupção e aliciamento político.

Neste caso, APU exortou ao chefe do estado a adotar a postura “equidistante e neutra” nos assuntos internos dos partidos políticos sob pena de uma mobilização popular sem precedentes na história do povo guineense.

Por: Ussumane Mané

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