Sissoco Embaló. A DEMISSÃO DOS MEMBROS DE APU-PDGB NO GOVERNO NÃO TEM PESO NECESSÁRIO PARA SER DISCUTIDO NO CONSELHO DE MINISTROS
O Chefe de Estado Guineense anunciou hoje que durante as últimas eleições legislativas, ofereceu centenas de milhões de francos cfa aos diferentes partidos políticos que o apoiou, incluindo o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa, após presidir a reunião do Conselho de Ministros, realizada no Palácio do Governo, dia em que os três elementos da APU-PDGB, membros deste executivo, apresentaram suas demissões em bloco do atual governo da Iniciativa Presidencial, liderado pelo Rui Barros.
O Presidente da República disse que o dinheiro ofertado aos partidos, não foi tirado do Tesouro Público.
“Há partidos que financiei as suas campanhas eleitorais nas legislativas que não saiu do tesouro público, em que alguns beneficiaram de 500 milhões, 300 milhões, 400 milhões de franco cfa, mas único que recebeu 10 milhões, é o PAIGC, por isso, o porquê de tanto facada a mim”, lamentou o Umaro Sissoco Embalo.
Sobre a demissão dos três elementos da APU PDGB do atual governo, o Presidente da República diz que o assunto não tem peso necessário para ser discutido no Conselho de Ministros.
“Este assunto é júnior para o conselho de ministros portanto, o primeiro-ministro já aceitou o pedido da demissão. Da minha parte, quando chego ao palácio assinarei decreto”, avançou o Presidente da República.
Por outro lado, Umaro Sissoco Embaló avisou de que quem tiver dívidas ou fuga de fisco ao Estado, não vai concorrer às próximas eleições.
“Não tenho dívida ao fisco mas ninguém vai as eleições sem pagar ao imposto por isso, penso que a população vai apoiar esta iniciativa”, insurgiu o chefe de Estado.
Sobre o caso dos 6 biliões de francos cfa, Embaló disse que dois biliões já foram recuperados, e sustenta que existem pessoas que terão que ser responsabilizados por isso.
“Já foram recuperados 2 bilhoes e tal dos 6 bilhões porque vários pessoas sabem que não têm direitos a esses montantes, neste caso, o ministério público está a fazer o trabalho e o inquerito vai continuar”, garantiu Embalo.
À declaração do presidente Interino da Comissão Nacional de Eleições, Sissoco Embaló disse que tinha que presidir o ato da sua tomada de posse num dos hotéis, para que as pessoas não tivessem a possibilidade de estragar o seu mandato.
“Entendo que naquele dia deveria tomar a posse para que as pessoas não estragaram o meu mandato, fiz isso saiu bem até podia sair mal”, declarou o Presidente da República.
O Presidente da República diz que no último ano, se tem verificado infantilidade na política. Para ele, a sua luta pelo combate à corrupção vai continuar e disse que não está associado à venda de droga e nem em atos de corrupção no país.
Umaro Sissoco Embaló diz ter sofrido mais de 10 tentativas de assassinato e cinco de golpe de Estado. E portanto, disse que ninguém será assassinado de novo no país.
Por. Marcelino Iambi
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