“SITUAÇÃO DE EXTREMISMO VIOLENTO É TERRÍVEL NA ÁFRICA OCIDENTAL”, diz mestre Moustapha Welle, do Instituto Tumbukutu de Dacar

O especialista em assuntos de extremismo violento e igualmente membro do Instituto Tumbukutu de Dacar disse, que a situação do extremismo violento na África é extremamente alarmante, mas na África Ocidental a situação é um pouco mais terrível.

O mestre Moustapha Welle, do Instituto Tumbukutu de Dacar no Senegal, que é um conhecedor da matéria sobre o extremismo violento, que tem orado temas alertando sobre o perigo deste mal que aflige o mundo e em particular a África Ocidental, falava hoje, em entrevista, à Rádio Sol Mansi, à margem da palestra sobre o extremismo violento na África Ocidental, apresentada aos participantes da décima Conferência da União Regional dos Padres da África Ocidental, que decorre de 03 a 09 de junho, aqui em Bissau.

O mestre Moustapha Welle, do Instituto Tumbukutu de Dacar- Senegal, disse que apesar de muitos países ainda não serem atingidos por este flagelo, mas o fenómeno está assente ao seu redor, alertando que os grupos que praticam o extremismo violento, se aproveitam das fragilidades dos países para poderem praticar os atos.

“Atualmente a situação é alarmante em África em fação geral e na África Ocidental é um pouco terrível. Como muitos países africanos não são imunes, mesmo quando muitos países não são atingidos, o fenómeno está ao seu redor, e são países caraterizados por violências internas são de muita amplitude e pode ser de violência pós-eleitoral, raptos e de pequenas incompreensões. Mas se tivermos atenção, os grupos aproveitam desta situação e, por conseguinte, aniquilam o que temos de proceder a construir ao nível da África Ocidental”, alerta.

Ele alerta ainda que “existem coabitações inter-religiosas, porque toda a áfrica ocidental, é uma zona de crenças onde não existem muçulmanos, cristãos ou outras coisas, mas nós partilhamos todos os mesmo idiomas e famílias. E se existe problemas entre nós, não haverá comunicação”.

O mestre Moustapha disse que para estancar o extremismo violento não deve ser usado meios militares, mas é preciso que o estado crie estratégias, para uma educação de qualidade e equilibrada, e ainda crie programas de desenvolvimento económico, com atenção especial para os jovens e mulheres.

“Eu sempre digo que a solução não deve ser por vias militares. E, nunca vamos usar violência para resolver algum problema, a violência jamais resolve um problema. Portanto deve haver um diálogo inclusivo onde irá associar todos os componentes da sociedade para encontrar soluções dos países, em qualquer política de negócios deve ser apresentado ao Estado, O estado deve organizar e ir ao encontro de todos os atores da sociedade, para conscientizar todas as pessoas e dotá-los de meios de prevenção, uma educação de qualidade e equilibrada que vai acompanhar jovens e mulheres, para implica-los no processo do desenvolvimento para que não fiquem como simples consumidores, mas devem participar no processo como ativos e não passivos. E isso é uma missão bem possível para desenvolver o Estado para eles devem ser facultados de meios”, defende.

Diante desta situação, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, moderador do tema, disse que os valores e os princípios em relação à tolerância religiosa estão a ser postos em perigo, de modo particular na Guiné-Bissau nos últimos tempos.

O encontro da União Regional dos Padres da África Ocidental, que decorre de 03 a 09 de junho, aqui em Bissau., tem como lema. “O papel profético dos padres católicos face à intolerância ao extremismo étnico -religioso na África Subsaariana”.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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