SINAPROF PROMETE PARALISAR AULAS NAS ESCOLAS PÚBLICAS NOS DIAS 5 A 7 DE FEVEREIRO
O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) ameaça o governo liderado por Rui Duarte Barros com uma greve de três dias que começa de 5 a 7 de fevereiro de 2024 para exigir a liquidação de todas as dívidas e a melhoria das condições de trabalho.
A ameaça do sindicato foi tornada pública esta terça-feira, numa entrevista à Rádio Sol Mansi no âmbito do pré-aviso de greve, entregue ao Ministério da Educação Nacional, ontem, segunda-feira.
Segundo o responsável da mais antiga organização sindical da classe docente guineense, Domingos de Carvalho, decidiram seguir por esta via porque, nos últimos três anos a sua organização tem desdobrado contacto com sucessivos governos para encontrar a paz no setor educativo mas sem efeito.
“Nós do SINAPROF fizemos três anos em desdobrar contatos com os sucessivos governos para que haja paz no setor educativo mas no entanto não surtiu efeito e o que a lei nos reserva é o recurso a greve”, diz para depois avisar “Se não for resolvido na prática, porque nada de dizer este é o novo governo, o atual governo é continuidade do anterior governo da iniciativa presidencial liderado por Nuno Gomes Nabiam, o mesmo que vem ao público a afirmar que já tem a sua disposição 500 milhões de francos cfa para pagar a carga horária e que depois não foi o caso”, explica.
Na mesma entrevista, Domingos de Carvalho informa que, “de acordo com os contactos realizados nos últimos dias com o atual executivo, concluímos que não há vontade de resolver a situação, por isso a única via é paralisar o setor”.
Em relação ao anúncio de vaga para contratação de novos professores para fazer face à fuga dos mesmos, Domingos de Carvalho, presidente do SINAPROF, elogiou o gesto justificando as constantes fugas com as péssimas condições laborais.
“É um sinal positivo, apesar de ser demasiadamente tarde, porque já concluímos um trimestre em que estes professores não foram colocados, e este termo de contracção é a forma de exploração de professor”, disse o sindicalista.
Domingos sustenta ainda que “não é segredo para ninguém de que centenas de professores ainda este ano acabaram por abandonaram o país porque as condições laborais é miserável e não dá a ninguém esperança de continuar a leccionar com o tratamento de um escravo por parte do governo, dizemos escravo porque os que foram contratado no ano anterior até então não receberam nenhum valor por parte do governo e isso, só acontece na Guiné-Bissau”.
O pré-aviso de greve de 22 pontos agendado para os próximos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, “15 pontos é inegociável”.
Por: Braima Sigá
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