RUI JORGE CONSIDERA DE EXAGERO A INTENÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO RECOLHER OBRIGATÓRIO

O comentador permanente da Rádio Sol Mansi considerou de exagero a proposta feita pelo Alto Comissariado para a Covid-19 ao governo sobre o recolher obrigatório e o cerco sanitária regional.

Em análise esta manhã, Rui Jorge Semedo, entendeu que a alta autoridade devia pensar em como fazer a gestão dos espaços de aglomeração durante o dia assim como a noite do que avançar com essa medida, porque isso, não vai contribuir na redução da infecção.

Ontem através duma nota, o alto comissariado para covi-19 recomenda o governo para além das medidas já em vigor no país, a instauração do recolher obrigatório das 20h00 as 05h00 e cerco sanitária regional por um período de quinze (15) dias.

“ (…) O que o alto comissariado tem de fazer é controlar as pessoas num determinado espaço para que não haja aglomerações. No período da noite, não vejo uma resposta que esta intenção possa trazer para controlar a propagação das infecções já que o alto comissariado tinha tomado decisões incorrecta, houve momento em que fecharam as escolas deixando em funcionamento, mercados e restaurantes ou ministros e presidente de República que realizavam comícios, portanto não acho que esta proposta é eficaz para a redução da infecção”, considerou para depois adiantar que cerco regional pode contribuir para uma situação caótica.

A proposta já faz tremer o presidente da Rede dos Defensores de Direitos Humanos na Guiné-Bissau, Fode Mané, ouvida hoje à margem da formação em mecanismo de protecção de direitos humanos destinados as activistas da rede em diferentes região do país.

“ Estamos preocupados com esta intenção do recolher obrigatório, porque muita gente não sabe o que significa o que leva com as forças de seguranças, em maioria dos casos, batam nas pessoas só porque não permaneçam em casa como solicitado”, manifestou o activista.

Entretanto, instado a comentar a proposta do alto comissariado para a Covid-19, sobre o recolher obrigatório e cerco sanitário regional, o ministro de estado e do interior, Botche Candé, diz que estão a aguardar a decisão do governo e caso for favorável ao pedido do alto comissariado, as forças policiais vao estar na rua para que as medidas sejam cumpridas.

No comunicado o alto comissariado revelou que de 18 de Julho a 22 do agosto ocorreram cerca de 15 mil novos casos de infecção correspondente a 27% de todos os casos de Covid-19 no país e durante esse mesmo período, um total de trinta cidadãos guineenses perderam a vida devido à Covid-19, representando um terço de todas as mortes desde o início da pandemia, em Março de 2020.

Por: Braima Sigá

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