Religião: LIDERES RELIGIOSOS RENOVAM COMPROMISSOS PELA PAZ NA GUINÉ-BISSAU
Os líderes religiosos da Guiné-Bissau renovaram o compromisso conjunto com o apelo às autoridades judiciais guineenses a investigarem e trazer à justiça os responsáveis pela intolerância religiosa no país.
O apelo dos líderes religiosos foi feito esta quinta-feira em Bissau após a assinatura da declaração conjunta no âmbito do cumprimento da agenda comum para a paz dos líderes religiosos do país.
No documento lido pelo Padre Augusto Mutna Tambá, os líderes religiosos da Guiné-Bissau repudiam os atos da intolerância religiosa no país e apela à cessação imediata do mesmo ato.
“Reconhecendo os riscos que estes fenómenos representam para a paz estabilidade e o desenvolvimento, nós líderes religiosos adotamos a presente declaração de apelo a paz”, lê-se na declaração apresentada pelo Padre Augusto Mutna Tambá.
A presente declaração renovada esta quinta-feira foi apresentada no ano passado antes das eleições legislativas de 4 de junho, no quadro do projeto observatório de paz “Nô Kudji Paz”, financiado pela União Europeia e o Instituto da Cooperação e Língua.
Recentemente, desencadeou-se em Bissau a campanha sem rosto de atear fogo nos lugares sagrados das religiões tradicionais, o que em resposta conduziu à violação seguido do incêndio das portas da igreja evangélica de Mindará, sem nenhum motivo aparente que o justifique.
Na declaração conjunta, segundo Padre Augusto Mutna Tambá, os líderes religiosos da Guiné-Bissau instaram ao povo guineense a empenhar-se no respeito pelos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos e da liberdade religiosa.
“Instamos o povo guineense a empenhar-se na preservação da paz e da unidade nacional bem como no respeito pelos direitos e liberdades fundamentais”, concluiu, Mutna Tambá.
Os líderes religiosos da Guiné-Bissau que hoje renovaram o compromisso da agenda comum para a paz, disseram que a sociedade guineense é cotidianamente desafiada a fazer prova da sua resiliência perante as incessantes tentativas de perturbar a paz e a tranquilidade social.
Por: Ussumane Mané
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