Greve da frente social: “ÚNICA COISA QUE PODEMOS FAZER É MARCAR E DESCONTAR AS FALTAS” – diz ministro da educação

O ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior anuncia que o governo está em sintonia com os sindicatos dos setores de saúde e da educação em greve neste momento, mas avisa que por agora resta marcar e descontar a falta dos funcionários que estão em greve.

Herry Mané falava, hoje, num momento em que os sindicatos das áreas de saúde e da educação estão em greve de três dias que visa exigir o pagamento dos salários de alguns funcionários e ainda a melhoria das condições laborais no país.

O ministro que igualmente acumula as pastas da investigação científica anuncia que até agora foram promovidos momentos de diálogos com os sindicatos em busca de solução para os setores sociais.

“Estamos a fazer a nossa parte, mas dizendo que mesmo que os problemas do setor da educação tenham sido resolvidos e a saúde não se resolva, vão mesmo à greve, a única coisa que podemos fazer é marcar e descontar as faltas”, afirma.

O ministro diz que a greve é um direito assistido pelos sindicatos, mas devem levar em conta os direitos dos alunos de aprender, porque “fazendo greve de forma sequencial constantemente é porque não querem que as pessoas apreendam”.

“Penso que eles deveriam ser sensatos em dizer que de fato são recebidos pelo ministério da educação. E já nos reunimos duas vezes no ministério da função pública, neste tempo que estamos no governo”, explica o ministro que avança que “não podemos passar todos os dias a reunir com os sindicatos porque o ministério tem outras prioridades e os trabalhos a fazer”.

Nos últimos tempos tem sido recorrente as reclamações acerca da nomeação de vários diretores da escola, como é o caso do diretor da escola dos professores de Bolama. Para o ministro da educação, a competência para a nomeação dos diretores é da sua responsabilidade.

“Ninguém me vai obrigar para nomear outras pessoas, além do presidente [da República] e o primeiro-ministro que são pessoas que têm este governo”, avisa.

FRENTE SOCIAL AMEAÇA CONVOCAR NOVA PARALISAÇÃO

No entanto, hoje acaba esta vaga de greve, iniciada na segunda-feira, e a Frente Social, que engloba os sindicatos da Saúde e da Educação, ameaça convocar nova paralisação no setor da educação e saúde como forma de exigir do governo melhoria das condições de trabalho.

Esta ameaça foi tornada pública, esta manhã, em entrevista à Rádio Sol Mansi pelo presidente do FRENAPROF que é igualmente membro da comissão negocial da greve no âmbito do último dia da greve de três dias.

O presidente da Frente Nacional dos Professores e Educadores, Sene Djassi, disse que a Frente Social está a ser empurrada pelo governo para uma nova paralisação.

Sene Djassi disse que a greve de três dias é mais visível no setor da saúde porque verifica-se a perda de vida humana nos hospitais.

No caderno reivindicativo da Frente Social constam, entre outros pontos, o pagamento de dez meses de salário em atraso aos professores e técnicos de saúde, a efetivação de novos quadros contratados pelo Governo para os dois setores, a adoção de um novo currículo escolar, bem como a melhoria de condições laborais.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará / Rádio Sol Mansi

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