POLITOLOGO DIZ QUE ACORDO ENTRE APU-PDGB E PRS LEGITIMA DECRETO DO PRESIDENTE QUE DISSOLVE O PARLAMENTO
O comentador permanente da Rádio Sol Mansi para os assuntos políticos, Rui Jorge Semedo, considera que o Acordo Político assinado, este domingo (14-01), entre o Partido da Renovação Social (PRS) e Assembleia do Povo Unido – Partido democratico da Guiné-Bissau (APU-PDGB), revela a concordância com a dissolução do parlamento.
O analista político falava, esta segunda-feira (15-01), numa análise sobre o acordo assinado entre o PRS e anunciada assinatura de aliança entre o Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) e o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15).
Na semana passada, o vice-presidente do Partido da Renovação Social, Nicolau dos Santos, após a reunião da comissão política que é órgão da decisão dos renovadores, considera que o acordo assinado este domingo em Bissau, vai permitir o partido recuperar as suas bases e números de mandatos perdidos na Assembleia Nacional Popular.
“A comissão política acabou de dar anuência à direção para assinar um acordo com o APU-PDGB, resultado de várias negociações porque entendemos que com este pacto agora estaremos em condição de recuperar as bases perdidas e mandatos no parlamento”, afirmou o igualmente membro do governo da iniciativa presidencial.
Entretanto, em análise a esta posição, o politólogo guineense, Rui Jorge Semedo, afirma que a redução dos mandatos do PRS no parlamento, deve-se à sua posição política nos últimos anos.
“O PRS tem tidos nos últimos tempos uma postura inconstitucional, tem defendido várias vezes a inconstitucionalidade”, disse Rui Jorge Semedo, escritor e investigador, apontando igualmente o posicionamento do (PRS) a terceira força no parlamento dissolvido pelo Sissoco Embaló, perante a última decisão do Chefe de Estado considerada de inconstitucional.
Na mesma análise sobre os famosos acordos políticos, Rui Jorge reconhece que estes acordos ou seja famosos acordos, vão somente reforçar o decreto do Sissoco Embaló que dissolveu o parlamento constituído na décima primeira legislatura.
“É claro que estes acordo na realidade vêm somente reforçar, ou seja, legitimar a decisão do presidente sobre o derrube do parlamento”, afirmou o comentador político da Rádio Sol Mansi, Rui Jorge Semedo, considerando acordo entre PRS e APU-PDGB, não vai mudar nada do ponto de vista eleitoral.
De recordar que o Partido da Renovação Social (PRS) fundado em 14 de Janeiro de 1992, só ganhou as eleições em 1999, e na oposição já há mais de 30 anos da sua fundação pelo então Presidente da República, Kumba Ialá.
Por: Ussumane Mané
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