PAM ALERTA QUE NO PAÍS EXISTEM DADOS PREOCUPANTES DE PRECONCEITO CONTRA AS CRIANÇAS DEFICIENTES
O Programa Alimentar Mundial (PAM) aponta a existência de grau “muito elevado” de preconceito em relação a inclusão social das crianças com deficiências na Guiné-Bissau e que ainda existem caminhos por percorrer para colmatar a situação.
De acordo com o representante da organização no país, apesar dos esforços feitos, o país ainda depara deparar com um nível “muito” elevado de preconceito no processo de inclusão social das crianças com deficiências que acabam por ser escondidas ou abandonadas nas comunidades.
A declaração é feita, esta quinta-feira, durante a entrega de alguns sacos de arroz doados pela embaixada da China em parceria com o PAM para 3 escolas com o ensino especial, nomeadamente, a Bengala Branca, Mariposa e a escola de Surdos e Mudos de Prábis. No total, segundo informações, são 364 crianças beneficiárias e cada aluno deve levar 10 kg de arroz para casa.
João Manja, representante do PAM disse ainda que com esta iniciativa pretendem incentivar a participação das crianças com deficiência nas escolas, além de assegurar que recebem alimentos nutritivos ajudando a combater a desnutrição e exclusão escolar dessas crianças na Guiné-Bissau.
“Como se sabe, há ainda um grau muito elevado de preconceito em relação a inclusão social dessas crianças que acabam escondidas e ou abandonadas, nas comunidades. O PAM está ciente de que ainda há muito a fazer para se estabelecer as condições necessárias para uma inclusão total e satisfatória das crianças com deficiência”, disse.
Para o presidente da Associação das Pessoas com Deficiência, Lazaro Barbosa, o ato representa um passo “muito positivo” porque tendo em conta a adoção da convenção de direito das pessoas com deficiência que no seu artigo 24 obriga os Estados a apoiarem as pessoas com deficiência na sua participação na educação.
“Este ato vai ajudar de que maneira a permanência das pessoas com deficiências nas escolas e em boas condições. A maioria das pessoas com deficiência na Guiné-Bissau são pessoa das famílias vulneráveis que mal reúnem condições para o sustento dos seus educandos”, garante.
Para o embaixador da China na Guiné-Bissau, Guo Ce, o arroz fornecido chegou no momento certo visto que os preços globais dos alimentos aumentaram bastante nos últimos meses e a segurança alimentar global também está a enfrentar a nova crise.
“Os factos provaram que a nossa escolha é favorável a garantir o provimento alimentar aos estudantes do país e estabilizar os preços dos alimentos locais”, sustenta.
A embaixada da China em parceria com o PAM ofertaram, hoje, à escola Bengala Branca uma tonelada e cento e cinquenta kg de arroz, para apoiar os alunos de quinta e sexta classe, cada um deve levar para casa 10 kg.
Por: Miraide Rubiato da Silva Djaló
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