Justiça: ADVOGADO CONTRA ADIAMENTO DE JULGAMENTO DO CASO SEIS BILHÕES
O Advogado do antigo Ministro das Minanças e do antigo Secretário do Estado de Tesouro, Luis Vaz Martins, considera de ilegal, a posição do Tribunal que adiou o julgamento presvisto ontem segunda-feira em Bissau.
O advogado falava esta terça-feira (12-03) em Bissau, numa entrevista à Rádio Sol Mansi em reação ao adiamento de julgamento do caso que envolveu o antigo Ministro das Finanças Suleimane Seide e o antigo Secretário de Estado do Tesouro António Monteiro, ambos do governo da coligação vencedora das últimas eleições legislativas cuja o parlamento dissolvido por Umaro Sissoco Embaló.
Luís Vaz Martins, considerou de inconvenciente, as alegações invocadas na notificação, o que segundo ele evidencia a interferência externa no processo.
“Fomos confrontados ontem, com a notificação do adiamento da data de julgamento em forma do papel sema uma nova data”, afirmou o advogado considerando que a partir de momento marcado o julgamento tem que ser aberta a sessão no sentido de debater todas as questões que podem ser invocadas no adiamento.
O julgamento do caso de seis bilhões de cfa previsto para esta segunda-feira foi adiado sem uma nova data marcada para acontecer.
Em reação a esta decisão, o advogado do caso afirma que há elementos de órgãos de soberania que se envolvem nos processos de tribunais. No entender do Luís Vaz Martins, não há condições objetivas para reclamar a justiça de forma imparcial.
“Sem entrar nos pormenores, todos nós ouvimos dizer de ordens superiores e percebemos que há elementos de órgãos de soberania que tem interferido nos processos nos tribunais”, concluiu.
O julgamento do antigo ministro da Economia e Finanças Suleimane Seidi e do ex-secretário de Estado António Monteiro, ambos acusados de corrupção, foi adiado esta segunda-feira sem uma nova data.
Suleimane Seidi e António Monteiro foram detidos desde 30 de novembro por crimes de corrupção, violação de normas de execução orçamental, peculato e fraude fiscal, através de pagamento de uma dívida do Estado a 11 empresas nacionais.
Por: Ussumane Mané
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