Atualizado: JUIZ DE INSTRUÇÃO CRIMINAL ORDENA QUE MANIFESTANTES PRESOS SEJAM OUVIDOS AMANHÃ
O juiz de instrução Criminal, junto ao Tribunal Regional de Bissau, ordena a entregar do líder da Frente Popular, Armando Lona, assim como Queba Cassamá e Gibril Bodjam, ambos participantes na manifestação popular do dia sábado, para serem ouvidos naquela instituição judicial, amanhã (23), pelas 12 horas (da Guiné-Bissau), em audiência de discussão dos pressupostos da prisão.
Estas informações constam num processo número 22/2024, datada de 21 de maio de 2024, do Tribunal Regional de Bissau onde informa que deu entrada de uma previdência de Habeas Corpus por “detenção ilegal”, interposta pelos Advogados dos guineenses que se encontram em prisão desde o passado dia sábado (18).
Na mesma carta partilhada na página Oficial da Liga Guineense dos Direitos Humanos, o Juiz de Instrução Criminal, Simão Bacale Biaguê, ordenou ao Ministério do Interior, através do Departamento da Investigação Criminal, para entregar “todos” os expedientes relativos ao caso e da entidade captora.
“Aos suspeitos Armando Lona, Queba Cassama E Gibril Bodjam, privados de liberdades, devem serem dadas a possibilidade de, através dos seus defensores, se manifestarem sobre a medidas aplicadas, razão pela qual, recebo-os, e da urgência que o requerimento de Habeas Corpus, nos termos do art. 190° do CPP, e, da urgência que o caso requer, designo o dia 23/05/2024, pelas 12h, a audiência de discussão dos pressupostos da prisão”, lê-se na mesma carta partilhada pela LGDH.
Na prisão, segundo a LGDH, continuam nove manifestantes, incluindo Mário da Silva, Malam Camará, Henrique Candé, Caetano Pina, Caetano Embassa e Camnaté Na Ndua Té na Man.
Ontem, a LGDH tinha denunciado que Armando Lona, coordenador da Frente Popular, promotora da manifestação, que na consequência das torturas a que foi submetido Armando Lona está a precisar de uma assistência médica “urgente”.
A prisão de Lona que também é jornalista de profissão já teve a reação da União dos Jornalistas da África Ocidental, Federação Internacional de Jornalistas e o Sindicato dos Profissionais de Informação e Comunicação do Senegal que pedem a sua libertação.
As organizações lembram ainda que os manifestantes protestavam contra o “elevado” custo de vida e a paralisação das instituições (dissolução da Assembleia Nacional Popular e bloqueio do Supremo Tribunal).
As organizações denunciam ainda que “além de ter sido preso, o nosso colega cofundador do jornal O Democrata sofreu maus-tratos por parte da polícia da Guiné-Bissau. Atualmente, segundo vários colegas e atores da sociedade civil, Armando encontra-se muito mal e o seu estado exige tratamento médico o mais rápido possível”.
“O Sindicato dos Profissionais de Informação e Comunicação do Senegal, que permanece sensível à liberdade de expressão no Senegal e em todo o mundo, estende a sua total solidariedade ao Sr. Armando Lona e apela à sua libertação imediata”, lê-se na mesma carta também publicada pela LGDH.
Por fim, convida o presidente Umaro Sissoco Embalo a deixar “o Sr. Lona regressar a casa, até porque a sua única falha é ter ousado exigir, como muitos dos seus compatriotas, melhores condições de vida e melhor gestão do seu país”.
Por: Redação
Imagem: LGDH
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