HOSPITAL RAOUL FOLLEREAU COM RISCO DE FECHAR PORTA DEVIDO A FALTA DE CONDIÇÕES
O ministro da saúde pública da Guiné-Bissau, Dionísio Cumba, confirmou que quase cem (100) doentes de tuberculose que recebiam tratamento no Hospital Raoul Folloreau estão em casa e corre-se o risco de contaminação em massa.
O ministro falava, esta quarta-feira (25), em entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi (RSM), sobre a ameaça dos funcionários do hospital em fechar o maior centro de tratamento de tuberculose no país devido a falta de condições laborais e de higiene.
Dionísio disse que as pessoas que saíram do hospital não foram totalmente tratados e para, evitar esta situação, o ministro disse que medidas estão a ser tomadas enquanto se pensa na nova gestão do hospital.
“Fui informado que apenas 22 pessoas continuam internadas num hospital que recebe 120 doentes. Esta é uma preocupação maior, porque aquelas pessoas ainda continuam doentes e foram para casa e neste momento estão a infectar outras pessoas”, lamenta o ministro da saúde que promete trabalhar com a Camara Municipal de Bissau para a retirada de lixos do estabelecimento hospitalar.
Dionísio Cumba sublinhou que, tendo em conta a importância do hospital no tratamento de tuberculose, o governo já se sentou à mesma mesa com os sindicatos para que voltem ao trabalho com segurança.
“Raoul Follereau tem uma especificidade que não podemos permitir que feche as suas portas. Recebi a carta da direcção do hospital ameaçando fechar o hospital devido a falta de condições”, explica.
A Rádio Sol Mansi sabe que os funcionários já suspenderam a paralisação no hospital Raoul Folloreau dando benefício as negociações que decorrem entre o sindicato dos funcionários e o ministério da saúde pública.
O certo é que o hospital ainda está sem condições para a alimentar os doentes.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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