Greve: GUINEENSES DENUNCIAM MORTES NO HOSPITAL SIMÃO MENDES
O Hospital Nacional Simão Mendes, maior centro da Guiné-Bissau, funciona ao meio-gás e sem condições para o tratamento dos doentes, o facto que já provocou a morte de muitas pessoas.
Estas denúncias foram feitas, esta quarta-feira (26), pelos acompanhantes dos utentes do hospital, durante uma ronda de reportagem que a RSM fez no Hospital nacional Simão Mendes, o maior centro hospitalar do país, para se inteirar do impacto da greve da UNTG no sector da saúde.
Durante a nossa reportagem a RSM constatou que o hospital está parcialmente vazio e a maioria dos doentes foi obrigado a voltar para a casa e sem tratamento médico. Os mais possibilitados recorrem às clinicas privadas ou hospital Militar principal.
Ouvidos pela RSM, os acompanhantes dos doentes lamentaram esta situação que já perdura mais de cinco meses, porque não estão a ser atendidos e temem pela vida dos familiares.
“Uma greve de 5 dias também é um exagero. Todos os dias as pessoas morrem aqui e esta situação é grave e é urgente que o governo crie condições desejáveis”, lamentam duas mulheres ouvidas pela RSM.
“Estou aqui desde manhã e nem me deram comprido, disseram que ainda hoje os nossos doentes devem voltar para casa. Isso é grave, esta situação é lamentável. O meu paciente está numa situação grave e recorremos ao médico mas disseram que é normal e não vão atender o meu paciente”, denunciam um idoso e jovem que estavam na rua com os seus familiares.
“Chegando aqui, encontrei um jovem que me disse que não têm 100 por cento do atendimento. Mas esta situação é lamentável”, disse um outro homem ouvido pela Sol Mansi.
Sobre a denúncia dos pacientes de não receberem o tratamento adequado e quase não se presta o serviço mínimo, a RSM tentou falar com o Director do Hospital Nacional Simão Mendes, mas que prometeu falar só na sexta-feira depois da visita do ministro de saúde neste centro hospital.
Também instados a falar, os directores de serviços dizem só falam mediante a autorização dos seus responsáveis máximos porque, caso contrario, são punidos.
Entretanto, ainda sobre o impacto da greve no sector da saúde, os acompanhantes dos pacientes querem que o governo e os sindicatos se entendem para pôr o fim a greve da UNTG que afecta seriamente o sector da saúde.
“Que acabem com esta situação. Que se entendam e vejam pelas nossas necessidades. Que paguem os salários das pessoas que estão em greve porque eles também têm famílias e precisam comer”, pediram os utentes do Hospital Nacional Simão Mendes.
Os guineenses denunciam que não estão a ser atendidos nos hospitais e o facto já motivou a morte de várias pessoas.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva
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