GUINEENSES JUNTAM NO PRIMEIRO SIMPÓSIO DE CACHEU PARA LEMBRAR A ESCRAVATURA
“Historias e Memorias da escravatura e do trafico na Africa Ocidental”, é o lema do primeiro simpósio internacional de Cacheu, organizado através do projecto “ Cacheu di si cultura i istoria” «Cacheu da sua cultura e história».
Neste simpósio procurar-se fazer o balanço do envolvimento de Cacheu na escravatura e no tráfico na costa da África ocidental e no mundo atlântico, pensa-lo no contexto das várias dimensões da história de Cacheu e ainda estudar os impactos do tráfico atlântico e na sociedade locais.
Na abertura dos trabalhos o Secretario de Estado da Cultura, António Spencer Embalo, disse que os dias do colóquio irão ser dedicados à reflexão e debate sobre a memória e escravatura, mais também sobre a estratégia da apropriação da história em património que deve ser não só reconhecido como preservado e divulgado.
“Serão com certeza dias défices e confusos, mais esperamos que sejam também dias produtivos e clarificadores de ideias estratégias e acções que irão ser levados a cabo na nossa concessão de recuperação, preservação, valorização e internacionalização da parte da nossa história”, sustenta.
Para Maria Isabel Nosoline Miranda, directora da Acção para o Desenvolvimento (AD), na Guiné-Bissau há pouco tempo é que as pessoas tomaram consciência sobre o papel da memória e do conhecimento histórico e cultural.
“Por isso pretendemos que neste simpósio multidisciplinar se faça uma reflexão e se possa debater no contexto da história de Cacheu e eventuais impactos de tráfico negreiro nas sociedades locais tanto na origem como no destino. Na Guiné-Bissau, só muito recentemente que começou-se a aperceber a importância e o papel determinante da memória e do conhecimento histórico e cultural na identidade de um povo e na procura de novos caminhos para o desenvolvimento”, avança.
O objectivo do simpósio de Cacheu visa impulsionar a história e a cultura de Cacheu no panorama global do desenvolvimento integral e harmonioso desta cidade e ainda dinamizar a vida económica local, promovendo o surgimento de novas empresas de auto-emprego familiar, favorecendo o crescimento económico e luta contra a pobreza.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bíbia Mariza Pereira
- Created on .

