DIRETOR-GERAL DA OOAS ANUNCIA REAPARECIMENTO DE DOENÇAS COM POTENCIAL EPIDEMIOLÓGICO NA CEDEAO
O Diretor-Geral da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS) anuncia que no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) está a ser verificada a persistência e o ressurgimento de doenças com potencial epidémico, e igualmente a um aumento significativo de casos de sarampo.
O Diretor-geral da OOAS, Melchior Athanase Aïssi, falava, hoje, na abertura do encontro dos pontos focais esta organização africana que zela pelas questões de saúde pública, e que antecede a 24ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Ministros da Saúde da CEDEAO e que terá lugar em Bissau, no próximo dia 13.
Este responsável aponta ainda os principais indicadores da saúde que revelam que as taxas de mortalidade infantil e materna na região africana ainda continuam a ser preocupantes e estão a melhorar muito lentamente.
“A malária, juntamente com outras doenças prioritárias, continua a ser a principal causa de morte na maioria dos nossos países. De acordo com o relatório anual de 2022 do qual tem uma cópia, também notamos a persistência de doenças com potencial epidémico com o ressurgimento de algumas como a varíola que afetou 4 países membros da CEDEAO, depois um aumento significativo de casos de sarampo em 6 países”.
Ele disse ainda que além disso, observa-se o ressurgimento de outras doenças evitáveis, como a poliomielite.
O ponto focal da OOAS na Guiné-Bissau, António Paulo Gomes, igualmente representante do ministro da Saúde Pública, diz estar agradecido com o anúncio do fim de estado de emergência de saúde por causa da COVID-19, e lembra que os esforços devem ser redobrados às permanentes ameaças à saúde global.
A 24ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Ministros da Saúde da CEDEAO a ter lugar em Bissau, no próximo dia 13, é antecedida hoje, com a reunião dos pontos focais e amanhã terá lugar a reunião do Comité dos Peritos da Saúde, e no próximo dia 12 será a vez do Fórum dos Parceiros da OOAS.
O encontro magno vai servir para avaliar as decisões tomadas no ano passado, em relação aos programas que visam reduzir as doenças que fustigam a região oeste africana.
Texto & Imagem: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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