Delfim da Silva: “ESTA NOSSA DEMOCRACIA É FALHADA”
O conselheiro especial do presidente da República considerou de falhada a democracia guineense.
Fernando Delfim da Silva que falava hoje durante a 1ª edição da Conferencia Internacional dos Quadros do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) sob lema “Madem-G15 e os desafios do futuro” definiu dois pontos essenciais para a mudança de paradigma com vista a resgatar a democracia fracassada.
“ Defino dois pontos essências à mudança de paradigma: uma grande reforma no sistema político, não a reforma profunda no sistema político que não comtemple a instalação do poder local autárquico. É confuso, 28 anos depois ainda hoje, não termos sabido desenvolver e instalar o poder autárcico local, o segundo ponto, é a economia política da democracia. Uma democracia política que não consiga promover o desenvolvimento económico-social, é uma democracia falhada, estou reconhecendo que “esta nossa democracia é falhada” devido o não comprimento desses dois pontos”, considerou.
Para o coordenador do Madem, Braima Camará, o momento é de colocar os olhos no futuro, removendo os sofrimentos de tantos anos desse povo.
“Chegou a hora de virar a página e do arregaçar das mangas, com os olhos postos no futuro, pois já passaram tantas décadas de sofrimento desse humilde povo que sempre se conformou com o que lhe deram para fazer prevalecer o espirito da paz, tolerância, tudo para que reine o entendimento. Ao longo desses dois dias previstos para essa conferência, o debate vai centrar-se em temas do interesse nacional, uma melhoria objectiva e real das condições do nosso povo”, enfatizou.
A conferência internacional dos quadros de MADEMG15 que iniciou hoje e com duração de dois dias, conta com a presença dos peritos internacionais de quadros de diferentes países da europa em particular de Portugal, a fim de os transmitir seus conhecimentos na área da educação e saúde.
A conferência internacional é destinada só aos quadros de MADEMG15.
Durante os dois dias, serão debatidos temas como políticas públicas para qualidade do ensino guineense, refundação de justiça, direito eleitoral, emprego jovem e economia digital, entre outros.
Por: Diana Bacurim
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