Cimeira CEDEAO. SUZI BARBOSA GARANTE QUE VÁRIAS DECISÕES IMPORTANTES SERÃO TOMADAS SOBRE OS PAÍSES DA ORGANIZAÇÃO EM PROCESSO DE TRANSIÇÃO
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades afiançou, hoje, que ao longo de um ano que a Guiné-Bissau assumiu a presidência da organização sub-regional, conseguiu obter muitas infra- estruturas e projectos que estão a ser implementados pela organização (CEDEAO).
Segundo a governante que também é a presidente do Conselho de Ministros da CEDEAO, Suzi Carla Barbosa, em entrevistas aos jornalistas à margem da abertura da 90ª reunião do Conselho dos Ministros da organização comunitária, “todos esses benefícios e ganhos foram conseguidos graças às contribuições que o país tem obtido a nível dos países da comunidade”.
“ (..) Pagamos a contribuiçao à CEDEAO por isso, conseguimos ser hoje, país a presidir porque ao contrário, não seria possível e no âmbito das contribuições pagas pelo país, também temos benefícios. Temos muitas infra-estruturas e projetos implementados no país pela CEDEAO, resultantes da contribuição que damos e que nos permite ter benefícios desta nossa integração”, afirmou.
Durante os dois dias de trabalhos, os ministros presentes discutirão questões ligadas à integração e segurança, segundo a explicação da ministra e presidente de Conselho de Ministros desta organização sub-regional
“ Temos na nossa organização três países que estão a passar momentos de instabilidade e processo de transição e são pontos importantes a serem discutidos. Também temos muitos pontos relacionados a integração regional, e o objetivo é que a nossa integração seja efetiva e que consiga melhorar as condiçães de vida das nossas populações”, sublinhou a ministra.
Entre os países membros da comunidade, apenas ausentaram três, nomeadamente a República da Guiné, Mali e Burkina Faso, por estarem abrangidos pelas sanções da organização e serem dirigidos pelos militares após golpes de estados.
No entanto, Suzi Carla Barbosa acredita que as soluções comuns e as decisões vão ser tomadas pela organização oeste africana, que foi dirigido nos últimos 12 meses pela Guiné-Bissau.
“ Estamos aqui precisamente para, enquanto países membros, tentar encontrar soluçoes comuns, coletivas que possam garantir estabilidade e a paz no nosso espaço regional”, diz acrescentando que após esta reunião, várias decisões importantes serão tomadas, sobretudo depois da leitura dos relatórios que são feitos pelos mediadores nos países referenciados, “daí teremos mais ideias claras sobre a evoluçao da situação nestes países”.
Desde a criação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pelos Chefes de Estado e de Governo dos quinze países da África Ocidental em 1975, está é a primeira vez que um país lusófono assumiu a Presidência Rotativa da Conferência dos Chefes de Estados e do Governo.
Por: Braima Sigá
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