Agricultura: FALTA DE GESTÃO CORRETA DE ÁGUA IMPOSSIBILITA BOA PRODUÇÃO AGRÍCOLA NA GUINÉ-BISSAU
A Coordenadora do Projeto Científico “MALMON” Marina Temudo, reconhece que a falta de gestão de chuvas, tem criado o maior impasse na agricultura guineense.
A investigadora do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, que falava à margem do seminário realizado esta quinta-feira em Bissau, no quadro do projeto Pesquisa-Ação, considera que, apesar de muita chuva no país, a distribuição da água continua a ser errada para a agricultura.
“Há grandes problemas na distribuição de chuvas, nesse sentido a agricultura guineense continua num impasse em termos de produção”, afirmou a investigadora e professora universitária, que apontou igualmente as mudanças climáticas à semelhança da má gestão da água.
Para contornar esta situação, fazer com que a agricultura voltasse num bom ritmo, a investigadora Marina Temudo, disse que é preciso criar as leis que sirvam para valorizar a produção local.
“É muito fundamental colocar as bombas de águas nas bolanhas salgadas, mas, não só, é preciso criar as leis que sirvam para valorizar a produção local como forma de dar mais vantagens na produção excessiva de arroz no país”, alertou.
O Projeto “MALMON” financiado pela União Europeia tem como zonas de intervenção, Regiões de Tombali, Oio e Cacheu.
Este projeto tem como objetivo, maximização do impacto imediato e de longo prazo dos investimentos públicos, por meio de mobilização e integração da ciência e de conhecimento local, capaz de melhorar o sistema de cultivo do arroz de mangal e a contribuição dos produtos e serviços de mangais, para a subsistências das famílias.
Por: Ussumane Mané
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