PAÍSES DA LÍNGUA OFICIAL PORTUGUESA INICIAM PRIMEIRO CURSO SOBRE FINANCIAMENTO EM SAÚDE
O representante do primeiro-ministro, Camilo Simões Pereira, igualmente ministro da saúde, afirma, esta segunda-feira (20 de Maio), que o Orçamento Geral de Estado (OGE) para a área de saúde, raramente ultrapassa os onze (11) por cento
Camilo Simões Pereira falava na cerimónia da abertura do primeiro curso de curta duração sobre financiamento em saúde, para os Países Africano da Língua Oficial Portuguesa (PALOP), rumo à cobertura universal de saúde. O evento, que decorre nos dias 20 a 24 do mês em curso, é realizado pelo escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, em Bissau.
“A dura realidade é que as condições para estarem em sintonia com os compromissos internacionais, não coadunam com a descontinuidade da governação e dos seus programas macroeconómicos, por conseguinte o nosso Orçamento Geral de Estado para a saúde raramente ultrapassa os 11% e vemo-nos abraçados em poder central os diferentes apoios em torno das prioridades dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) ”, declara.
A cobertura universal de saúde tem como objectivo garantir que todas as pessoas obtenham os serviços de saúde de que necessitam sem prejuízos financeiros.
Para o representante da OMS no país, Jean Marie Kipela, os sistemas de financiamento da saúde são fundamentais para alcançar a cobertura universal de saúde encontra-se nas áreas interrelacionadas, nomeadamente “no aumento da receita por meio de angariação de fundos para a saúde, na redução das barreiras financeiras ao acesso por meio de pré-pagamento e posterior agrupamento de fundos”.
“Ao invés de pagamentos directos pelos utentes na alocação ou utilização de fundos de uma forma que promova eficiência e equidade e ainda na compra de serviços e desenho de pacotes de benefícios”, enfatiza Kipela.
O encontro constitui uma oportunidade para as visibilidades do país e também sensibilizar as autoridades nacionais sobre a importância do financiamento no sector de saúde.
Há uma necessidade cada vez maior de mobilizar recursos para o sector, assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as idades, como está plasmada no Objectivo de Desenvolvimento Sustentável rumo à cobertura de saúde.
Por: Elisangila Raisa Silva dos santos / Braima Sigá
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