LIGA DOS DIREITOS HUMANOS EXIGE JUSTIÇA E INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE PARA IDENTIFICAR AUTORES MORAIS SOBRE A MORTE DE MAMADU TANU BARI E AGRESSÃO FÍSICA DE JORNALISTA WALDIR ARAÚJO

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) exigiu, esta segunda-feira, a abertura imediata de uma investigação independente, imparcial e transparente, com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores morais do assassinato do cidadão Mamadu Tanu Bari.

O apelo surge quatro dias depois de pescadores encontrarem, nas águas do rio Mansoa, na zona de João Landim, o corpo de um jovem amarrado com arame e preso a um pilar. Mais tarde, em conferência de imprensa, os familiares confirmaram que se trata de Mamadu Tanu Bari, ex-agente de segurança da Presidência da República.

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira (28 de julho), o presidente da LGDH, Bubacar Turé, condenou com veemência o ato que classifica de um grave atentado aos direitos humanos na Guiné-Bissau.

“A suposta execução sumária de Mamadu Tanu Bari, a selvagem agressão ao jornalista Waldir Araújo e as sistemáticas e ilegais detenções arbitrárias de inúmeros cidadãos não são meros episódios isolados- são manifestações gritantes de uma escala intolerável de violência institucionalizada, que revela acelerada desintegração do Estado de Diretos e fundação da Guiné-Bissau numa crise devastadora dominada por uma impunidade corrosiva, um clima de terror generalizada e a destruição progressiva das liberdades mais básicas”. Classificou o ativista tendo destacado que perante esta realidade grave e alarmante, exige a abertura imediata de uma investigação independente, imparcial e transparente, visando a responsabilização criminal dos autores morais e materiais da hipotética execução de Mamadu Tanu Bari,”.

A organização considerou ainda precipitada a realização do funeral do corpo encontrado no rio Mansoa, alegando que tal atitude pode representar uma tentativa deliberada de ocultar a identidade da vítima.

Na sequência do mistério e perturbador “Caso Tcherninho” a Liga Guineense dos Direitos Humanos diz ter apurado com base em informações fornecidas por fontes familiares, que cerca de uma dezena pessoas entre militares afetos à guarda presidencial bem como cidadãos civis se encontram detidos há mais de um mês, sem qualquer base legal. Para a organização esse fato constitui uma total violação da constituição e dos princípios fundamentais do Estado de Direito.

A LGDH manifestou a intenção de reportar a situação às instâncias internacionais, nomeadamente às Nações Unidas, por considerar tratar-se de uma violação flagrante dos direitos humanos que não pode passar impune.

Bubacar Turé denunciou também a detenção, “sem base legal”, de 19 pessoas, entre as quais dez militares afetos à Presidência da República, oito ligados ao Ministério do Interior e um civil que, segundo a organização, estão privados de liberdade há mais de um mês.

“Aliás, sabe-se que no ministério do interior oito cidadãos permanecem detidos de forma arbitrária em condições desumanas, nomeadamente, Braima Conté, Eduardinho Espencer, Braima Darame e Ubambo Nanque”, denunciou a liga alertando que o caso de João Landim representa um sinal preocupante de que a Guiné-Bissau entrou numa fase de repressão, perseguição e execução de cidadãos e vozes discordantes.

Da agressão física contra o jornalista e delegado a RTP África na Guiné-Bissau

A Liga Guineense dos Direitos Humanos condena o ataque perpetrado contra o jornalista, Valdir Araújo, por indivíduos não identificados.

Em conferência de imprensa realizada na Casa dos Diretos Bubacar Turé, exige do Ministério Público a abertura de um inquérito que irá culminar com a identificação e consequentemente de um castigo aos autores morais.

De acordo com o próprio jornalista, foi abordado no domingo por um indivíduo não identificado, que o começou a insultar e o acusar de estar a denegrir a imagem da Guiné-Bissau. Fato que já mereceu uma reação da parte da classe dos profissionais dos jornalistas, nomeadamente a Ordem e o sindicato dos técnicos da comunicação social. 

 

Por: Turé da Silva

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