JOSÉ MÁRIO VAZ APELA À RESTAURAÇÃO DA DEMOCRACIA E QUE SE EVITE CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS APÓS AS ELEIÇÕES DE NOVEMBRO

O antigo Chefe de Estado, José Mário Vaz, também candidato à sucessão de Umaro Sissoco Embaló nas eleições simultâneas de novembro, apelou hoje aos guineenses para restaurarem a democracia e evitar consequências negativas após o escrutínio marcado para o dia 23 de novembro.

Conhecido popularmente como JOMAV, o ex-presidente falava esta tarde, na sua residência em Bissau, durante um encontro com uma delegação de altos dirigentes do COLID-GB, proveniente da região de Gabú.

Segundo José Mário Vaz, a sua decisão de voltar a candidatar-se à presidência da República, assenta em três motivos principais: a falta de liberdade, a ausência de democracia e o desrespeito pela Constituição da República.

“ Não sou contra ninguém. Fui motivado por três razão: primeiro, para pacificar o país e unir os guineenses, mas eu sozninho, não posso fazêlo, segundo, devemos restaurar a democracia, senão, vamos nos arrepender no futuro. Na democracia diz-se que o poder é do povo. (..) A constituição da República e outras leis não são respeitadas. Estas são as três razões que motivaram a minha candidatura para resgatar o país da situação em que vive sem liberdade e o país adaptou-se a lei de quero, posso e mando”, referiu o candidato.  

O antigo chefe de Estado afirmou ainda que ninguém pode governar o país sozinho, criticando o bloqueio institucional que, segundo ele, tem afetado o funcionamento dos poderes Legislativo e Judicial nos últimos tempos.

“ (…) A presidência da República que devia unir todos o guineenses e respeitar da Constituição da República e demais leis. Temos a Assembleia Nacional Popular, Supremo Tribunal de Justiça e poder judicial que regulam nossos comportamentos, portanto ninguém está acima da lei incluindo o próprio presidente da República”, diz avisando a não forçar mandato que foi autorgado pelo povo.

José Mário Vaz pede que ninguém force um segundo mandato que não é dado pelo povo, pois é o povo quem concede o poder.

“Imaginem alguém dizer que, custe o que custar, o segundo mandato tem de ser uma realidade aqui na Guiné-Bissau e imaginem que o povo não tenha votado nesse mandato. Digam-me: não seria isso a guerra ou o problema que queremos?”, alerta Mário Vaz.

José Mário Vaz terminou a sua intervenção com um apelo à união e ao esforço conjunto de todos os guineenses, para resgatar o país da atual situação política e social.

 

Por: Braima Sigá

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