VOZ DI PAZ E INTERPEACE APRESENTAM ESTUDO SOBRE MECANISMOS DE RESOLUÇÕES DE CONFLITOS
A “Voz di Paz” iniciativa para a Consolidação da Paz e a sua parceira Interpeace apresentaram hoje (31/1) o estudo “Nô obi Mindjer ku Mininu”, um olhar sobre os mecanismos tradicionais de resolução de conflitos nas regiões de Gabú, Oio e Tombali.
O estudo traz o relato sobre os mecanismos tradicionais de resolução de conflitos que envolvem mulheres e crianças e suas percepções, assim como as recomendações.
Na ocasião a directora da Voz di Paz, Ude Fati, diz que a sua instituição quer uma Guiné com alicerce para cultura da paz, diálogo, tolerância baseada nos conhecimentos dos problemas assim como da identificação das causas dessas.
“Pretendemos uma Guiné com alicerce para cultura da paz, diálogo, tolerância baseada nos conhecimentos profundos e partilhados dos nossos problemas e de identificação das pistas e soluções a que voz di paz tem vindo a dar fala aos milhares dos guineenses para resolução destes problemas”, referiu Ude Fati da Voz di Paz.
A representante Adjunta do UNICEF um dos parceiros da Voz di Paz, Ainhoa Jaureguibeitia assegurou que o diagnostico apresentado transmite a percepção dos papeis da justiça tradicional e também os mecanismos de gestão de conflitos.
“O diagnóstico hoje aqui apresentado, vai-nos transmitir a percepção dos actores tradicionais, das mulheres, homens, crianças e jovens sobre o papel da justiça tradicional e também os mecanismos e abordagens que nos dias de hoje são aplicados na gestão desses mesmos conflitos, mais concretamente em casos de violência envolvendo crianças e mulheres”, acredita representante Adjunta da UNICEF.
A Ministra da Mulher, Família e Protecção Social, Cadi Seide afirmou que a justiça participativa e inclusiva baseada na verdade é um caminho sólido para pacificação de corações.
“ A justiça participativa e inclusiva baseada na verdade é um caminho solido para pacificação de corações e as mentes atingidas, as crianças fazem parte do meio social e deve ter falar neste meio social uma vez que as mulheres e crianças são as camadas mais vulneráveis”, sustenta Cadi Seide.
De acordo com os resultados da pesquisa e em respeito aos termos de referência, as respostas foram agrupados em 4 grandes capítulos como justiça tradicional: traços e etapas gerais; mulher e justiça Tradicional: uma relação complexa; a criança na justiça tradicional: visão e consideração e justiça formal e tradicional: interacções e críticas.
Esta produção foi feita no quadro do projecto para o “Apoio a Estabilidade Política e Institucional do Sector da Justiça para a Consolidação da paz na Guiné-Bissau” executado em parceria Voz di Paz-Interpeace com PNUD-UNICEF sob o patrocínio do Fundo das Nações para a Consolidação da Paz.
Por: Marcelino Iambi
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