UNTG EXIGE POSICIONAMENTO SÉRIO DO GOVERNO FACE AO AUMENTO SALARIAL
A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) exige que o governo adote medidas sérias e responsáveis face ao posicionamento claro da Assembleia Nacional Popular referente a melhoria salarial na função pública.
A exigência da Central Sindical consta numa nota enviada à Rádio Sol Mansi (RSM) onde foram feitas as advertências sobre as violências dos direitos laborais na Guiné-Bissau.
Na mesma carta, a UNTG diz o aumento salarial foi plasmado no Orçamento Geral de Estado 2022 e já foi promulgado pelo presidente da República.
Na mesma nota, a UNTG responsabiliza o governo pela “brutalidade policial” protagonizada pelo Ministério do Interior e da Ordem Pública, através dos principais responsáveis, contra os funcionários do Ministério da educação que durante 9 meses não receberam os seus salários, e a falta de pagamento e salário dos Médicos Sem Fronteiras e novos ingressos no setor da saúde.
A central exige ao governo o respeito “escrupuloso” da lei sobre o direito de reunião e de manifestação.
De igual modo, o governo foi responsabilizado pelas futuras consequências que possam advir, devido a atuação “arbitraria” de vários ministros, principalmente da saúde contra os sindicatos afetos ao setor.
“A qualquer momento a UNTG retomará o processo reivindicativo, usando todas as formas legais possíveis de persuadir o executivo a abster-se de praticas nocivas, principalmente, a corrupção, interferência no sistema judicial, perseguições e ameaças a integridade física dos dirigentes sindicais”, lê-se ainda na mesma nota onde os sindicalistas advertem que assiste-lhes o direito de usar “todos os mecanismos disponíveis” para fazer valer os direitos laborais no país.
A UNTG diz ainda que reuniu as suas estruturas no passado dia 14 do corrente mês onde em cima da mesa estavam em análise a crise económica e financeira, o aniquilamento do poder judicial, violação grosseira de direitos fundamentais pelo governo, principalmente no que tem a ver com o direito à manifestação, a falta de pagamento dos salários a milhares funcionários novos ingressos do setor da educação, perseguições e retaliação aos funcionários do setor da educação.
Apesar de referir que a organização tem sido alvo de ataque pelo poder político no que diz ao respeito à pressão e tentativa de controlar a sua estrutura organiza, usando o poder de controlo que tem sobre o sistema judicial, a UNTG adverte que nunca irá ceder às manobras políticas de controlar o seu destino.
Na carta a UNTG diz que a esperança do povo está a ficar cada vez mais “nublada” tendo em conta a persistência das autoridades em perpetuar o nível “altíssimo” de corrupção, aumento de custo de vida gravado com a subida galopante de preço de todos os produtos no mercado sem, no entanto, algum sinal que vislumbre o aumento do salário na função pública e a definição do salário mínimo nacional.
A organização dirigida por Júlio Mendonça ascusa ainda o governo de representar o pior momento da história governativa na Guiné-Bissau desde os primórdios da independência nacional.
A Central Sindical sustenta ainda que não existe segurança para os cidadãos nacionais, não existe a liberdade de expressão, a manifestação nem de opinião.
Os tribunais não fugiram ao olhar dos servidores públicos que os acusam de serem sequestrados pelo regime político.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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