UNTG ACUSA GOVERNO DE APLICAR REAJUSTE SALARIAL DE FORMA PARCIAL

O secretário-geral da UNTG, Júlio Mendonça, acusa o governo de estar a aplicar o reajuste salarial de uma forma parcial. Júlio Mendonça diz ainda ser caricato a actuação do actual governo porque “não é possível ter variadíssimas tabelas com descriminação total ao nível dos servidores de Estado”

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) tem promovido acções de reivindicativas incluindo greves e manifestações públicas e pacíficas para exigir os seus direitos que passa também pelo cumprimento do decreto-lei Nº 1 /2017 de 25 de Janeiro - sobre reajuste salarial na administração pública.

Esta quinta-feira (26), a delegação da UNTG foi recebida pelo presidente da Assembleia Nacional Popular (parlamento). Á saída, Júlio Mendonça explicaram ao líder do parlamento “tudo o que está por de traz” da acção reivindicativa que decorre ainda neste momento.

“Explicamos ao presidente do parlamento do memorando de entendi e também falamos do decreto - sobre reajuste salarial - imanado pelo governo e promulgado pelo presidente da república que já está a ser aplicado pelo governo e, agora, é caricato o governo o governo aplicar o decreto de forma parcial”, sustenta.

O secretário-geral da UNTG diz ainda da comissão (já criada) composta pelos elementos da ANP e da UNTG visa encontram, juntos, delinear e esclarecer “todos” os pontos contantes nos cadernos reivindicativos.

“A greve continua porque estamos nesta luta para vencer e não vamos voltar atrás sem nada de concreto. Vamos dar a nossa contribuição em tudo o que for necessário mas o importante é que os guineenses que são servidores públicos que sejam dignificados pelo Estado da Guiné-Bissau”, adverte.

Mendonça diz ainda que a comissão ora criada tem a competencia de afirmar se a greve deve continuar ou não "mas não interessa de forma nenhuma nenhum sindicato ou central sindical persistir em greve".

"Não havia nenhum ponto de consenso por isso insistimos em greve. Se forem criadas balizas para ponte, naturalmente que depois da analise dos encontros dos dois dias então, de forma soberana, a comissão dirá que faremos determinada coisa a pedido do presidente do parlamento", sustenta.

Júlio Mendonça acusa ainda o chefe do executivo de estar a esbanjar dinheiros nas despesas que faz “desnecessariamente” que “não tem nada a ver com o processo eleitoral”.

“O primeiro-ministro diz que não existem condições para reajuste salarial, mas não está a ser coerente porque já existe um decreto e só deve ser aplicado como está”.

“O primeiro-ministro diz que a greve não tem aderência mas porquê que está a lamentar as mortes nos hospitais? Porque independentemente da greve na função pública, mas os hospitais não têm condições de funcionar. Um hospital que fica mais de um mês sem oxigénio, onde é que está o primeiro-ministro”, interroga.

Para a segunda-feira próxima (30 de Junho), o primeiro-ministro foi chamado no parlamento para esclarecer as constantes paralisações na administração pública.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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