UICN DIZ QUE É POSSÍVEL GUINÉ-BISSAU ATINGIR A AUTOASSISTÊNCIA ALIMENTAR
A União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN) diz que se forem adotados mecanismos eficazes para gerir os recursos haliêuticos o país vai atingir a sua autoassistência alimentar.
As afirmações são do Jean Luís Sanca que falava, hoje, em nome da UINC, no ato do lançamento de um inquérito sobre a “elaboração do Plano de Ação do Programa Nacional de Gestão Integrada dos Recursos em Água do Rio Geba”.
Jean Luís Sanca disse que a perda económica, social e ecológica é cada vez mais preocupante então é urgente ter esses instrumentos para recursos em água sobretudo os dois principais rios da água doce para puder fazer face às mudanças climáticas e as necessidades da autossuficiência alimentar mas também da conservação da biodiversidade.
“Os principais motores da conservação são os rios com o ecossistema que eles vão permitir alimentar ou restaurar, se a Guiné-Bissau conseguir no quadro de apoio com os parceiros externos e se dotar instrumentos para gerir este recurso importante acho que a Guiné-Bissau vai conseguir atingir autossuficiência alimentar ate exportar os seus produtos para fora”, disse.
Em nome do ministro dos Recursos Naturais, Fátima Kassimo Assad, avança que o país dispõe de “abundantes” e “importantes” recursos em água embora com “elevado” grau de vulnerabilidade “como demostra vários estudos nacionais”.
“Daí a necessidade imperiosa do país implementar a abordagem da Gestão Integrada dos Recursos em Água e instrumento esse já em curso de implementação nos países da sub-região a bacia hidrográfica do rio Caianca Geba que na parte guineense tem o nome do rio Geba é o maior reservatório da água doce da África Ocidental e atualmente mesmo sem estudos profundados sobre esse potencial pode se notar a degradação qualitativa e quantitativa acentuada deste recurso, os efeitos nefastas das alterações climáticas, obras de realizações, exploração de infraestruturas hidráulicas nomeadamente barragens hidráulicas, hidroelétricas e de retenção montante de Geba são dentre outros fatores que explicam o fenómeno e da sua superfície”, explica.
O seminário do lançamento de um inquérito sobre a “elaboração do Plano de Ação do Programa Nacional de Gestão Integrada dos Recursos em Água do Rio Geba” quer apoiar os países, incluindo a Guiné-Bissau, a adotarem de instrumentos de gestão e governação dos recursos hídricos e a reforçarem as suas capacidades de adaptação aos efeitos adversos das mudanças climáticas no mesmo setor.
Texto & Imagem: Diana Bacurim
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