“TENTAR UM GOLPE DE ESTADO É SALVAR PR” - LÍDER DO PAIGC

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, nega ter incentivado os militares no recurso à força e violência para tirar o Presidente da República (PR) das suas funções

“Não tenho a intenção de explicar as minhas palavras porque quando falo assumo integralmente a minha responsabilidade e tenho a consciência que independentemente das minhas palavras haverá sempre tentativa de deturpações”, afirma.

Numa entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi (RSM), Domingos Simões Pereira diz que, durante as manifestações do sábado passado (25 de Maio), apenas foi pedido às forças armadas para abrirem “alas” que visam permitir o povo confrontar o seu Presidente da República (José Mário Vaz) com a necessidade de respeitar a ordem constitucional.

“ (…) Não faz sentido, agora que o povo nos deu a legitimidade para governar e estar a salvar o Presidente da República, porque tentar um golpe é salvar o presidente e portanto seria a demonstração da nossa burrice e nós não temos este grau porque agora José Mário Vaz tem um único destino que é a convocação das eleições presidenciais e depois ouvir a sentença do povo guineense em função do exercício dos seus cinco anos de mandato”.

Domingos Simões Pereira considera a dificuldade de interpretação das suas palavras e que não visam incentivar um golpe de Estado no país e seria “completamente absurdo” estar a associar a plataforma dos partidos políticos que constituem maioria parlamentar a intenção de golpe.

Na mesma entrevista à RSM, o líder dos libertadores sustenta que não tem impasse no parlamento em relação ao primeiro-secretário da mesa (reivindicado pelo Partido da Renovação Social (PRS) e as pessoas são forçadas a pensar que existe instabilidade que visa desviar atenção.

“O PRS ainda não explicou-nos com base em quê chegaram a conclusão que o cargo pertence a eles. Parece que este é um argumento abstracto. (…) Temos um método que seguimentos e também existe um método tradicional que desde 1994 estamos a seguir a mesma orientação”.

Sobre o impasse na escolha do segundo-vice presidente da mesa do parlamento (que deverá ser ocupado por MADEM G-15) Simões Pereira considera de “falta questão” e mais um elemento de distracção criado ao povo porque existem situações mais urgentes que devem ser resolvidas.

“Cada vez que chego ao hospital e ainda vejo que pessoas continuam a morrer e sinto mal e sei que não existem justificações. Não devemos ser distraídos com o problema que a ninguém preocupa. Porque as pessoas das zonas mais distantes do país com doente no hospital não estariam interessadas em estas situações. O país está paralisado e ainda as pessoas dizem que é justiçada a paralisação porque tem alguém que não foi dado um brinquedo ou titulo que quer ostentar”

Simões Pereira diz ser terrível a situação no parlamento porque segundo a lei, conforme o número dos deputados os partidos é que propõem os nomes mas a maioria dos deputados tem que votar a favor para preencher o lugar e isso levou o PAIGC a propor o nome de Cipriano Cassamá e 96 por cento dos deputados estiveram de acordo.

“Naquela altura para arranjar intriga e confusão do seio do partido, o mesmo partido em oposição disse que o PAIGC não queria Cipriano ao cargo do presidente no parlamento e foi o voto dos seus deputados que elegeu Cassama, sendo assim eles perderam uma oportunidade de chumbar o nome proposto. Aceitando isso quer dizer aceitar o que é a regra (que todos devem ser votados) ”.

Quase três meses depois de realizadas as eleições legislativas de 10 de Março, a Guiné-Bissau continua a viver um novo impasse político, e o Presidente da República reafirma que continua a espera da resolução da situação no parlamento para nomear um novo chefe do governo.

Entretanto, para próxima sexta-feira (07 de Junho), a Juventude do partidos políticos que formam a maioria parlamentar projecta uma resistência, que inclui marcha, vigília, greve de fome e aparição espontânea de forma pacífica.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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