SOLIDARIEDADE DO ATLETA GUINEENSE NO MUNDIAL DO ATLETISMO MERECE ATENÇÃO DA NOVA REPRESENTANTE DA UE
A nova representante da União Europeia (UE) NA Guiné-Bissau enalteceu, hoje (01 de Outubro), a solidariedade do atleta guineense, Braima Dabó, que no passado dia 27 de setembro, ajudou o seu adversário a terminar a prova eliminatória dos 5.000 metros nos Campeonatos do Mundo de atletismo, no Qatar
Emocionando torcedores, atletas e integrantes das comissões técnicas, o atleta guineense foi aplaudido de pé por cerca de 30 mil pessoas presentes no estádio Khalifa, ao socorrer o seu adversário no ombro até a linha de chegada,
Esta manhã, após as formalidades da entrega das cartas credenciais, Sónia Neto, em declaração aos jornalistas no palácio da república, disse que o povo guineense lhe conquistou em marcar as pessoas pelas gentilezas e solidariedades, destacando o gesto do Braima Dabó.
“O povo da Guiné-Bissau tem este encanto, o de marcar as pessoas que por cá passam e fazê-las regressar. Um povo que me conquistou não somente pela sua gentileza mas também pela sua solidariedade, como o mundo testemunhou uma vez mais, no passado dia 27 de setembro, no mundial de atletismo quando o atleta guineense Braima Dabó, de forma comovente ajudou o seu adversário a terminar a prova. Um povo que tem sabido preservar a sua identidade nacional na sua diversidade e pluralidade étnica, que se reflecte nos processos eleitorais, os quais têm sido vividos com grande participação activa e pacifica do povo da Guiné-Bissau”, enalteceu a nova representante da UE.
O guineense Braima Dabó congratulou-se dia depois por ter ajudado Jonathan Busby, de Aruba, a terminar a prova eliminatória dos 5.000 metros no dia inaugural dos Campeonatos do Mundo de Atletismo, no Qatar.
Braima Dabó e Jonathan Busby eram os únicos representantes dos respectivos países na 17ª edição dos mundiais, devido às quotas atribuídas pela Federação Internacional de Atletismo, e partiram sem expectativas de alcançar a final dos 5.000 metros.
A cerca de 250 metros do fim, o atleta natural de uma pequena ilha das Caraíbas denotou sinais de quebra física e dificuldade em manter-se de pé, ao ponto do guineense ter recuperado para amparar o adversário e carrega-lo até à meta, sacrificando a sua própria prova, numa lição de desportivismo reconhecida além-fronteiras.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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