SINDICATO DE SAÚDE PARALISA SECTOR E ACUSA GOVERNO DE NÃO CUMPRIR ACORDOS ASSINADOS
O Sindicato dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA), acusa, esta quinta-feira (8), o governo de incumprimento de acordo com os mesmos.
Acusação tornada pública pelo presidente do SINETSA na sede da UNTG, para falar da greve iniciada hoje e prevista a terminar no dia 13 de Outubro do presente ano.
Yoió João Coreia diz que o incumprimento por parte do executivo leva o sindicato a iniciar uma paralisação de seis dias, mas ameaça continuar com a greve até que o governo cumpra com todos os pontos em reivindicações.
“Benefício de dúvida que damos ao governo, infelizmente não foi cumprido por isso denota-se que o governo é grande incumpridor, assim seja, continuaremos com a greve até que a situação seja resolvida”, alertou o presidente do SINETSA.
Este sindicalista do sector de Saúde diz ainda que o governo contraiu uma dívida de quatro meses de salários com os técnicos que trabalhavam com ONG Médicos Sem Fronteira assim como os subsídios de isolamento e de vela aos técnicos colocados em 2015 e efectivos.
“Os técnicos colocados em maio de 2015 não são pagos desde a data até hoje ou seja 34 meses de subsídio de isolamento, outro sim, novos ingressos com 24 meses de subsídio, enquanto cerca de 30 meses de subsídio de vela aos efectivos e 4 meses de salários aos técnicos que trabalhavam com Médicos Sem Fronteira”, adiantou Yoió João Coreia.
Contudo o governo tem vindo a disponibilizar mensalmente uma soma de 122 milhões de Francos CFA para o funcionamento integral do Hospital Nacional Simão Mendes, o que João Coreia diz não acredita na aplicabilidade deste verba uma vez que “a situação continua péssima”.
“O montante disponibilizado para o sector de saúde, nós enquanto técnicos e como cidadãos, duvidamos se esta soma está ser aplicado porque até hoje os técnicos continuam a trabalhar numa situação de alto risco ou seja péssima condição” sustenta o responsável do SINETSA.
O SINETSA acusa o ministério da Saúde Pública da falta de vontade em cumprir com o benefício de dúvida dado pelo sindicato e que permitiu a suspensão da greve iniciada no passado dia 16 de Setembro último.
Por: Marcelino Iambi
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