SINAPROF DENUNCIA QUE QUASE 60 MIL ALUNOS ESTÃO SEM PROFESSORES

O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) denuncia que, desde outubro de 2022, 59 mil e 402 alunos encontram- se sem professores até ao presente ano letivo de 2022/2023.

A denúncia foi tornada pública, esta quinta-feira, pelo presidente do SINAPROF numa conferência de imprensa, a qual visa esclarecer a razão do levantamento da greve iniciada na segunda-feira.

Domingos de Carvalho disse que os dados anunciados englobam o ensino básico e secundário, devido ao despacho que restringe a contratação de novos professores, e onde os alunos são colocados na mesma sala num número superior a 50 alunos.

“Vimos através desta denunciar número das crianças que estão sem professores desde outubro em que 59 mil e 402 alunos encontram-se sem professores desde pré até décimo segundo ano, no interior do país o facto é mais evidente em que os alunos são colocados na mesma sala acima de 50 alunos”, denuncia.

O presidente do SINAPROF revela igualmente que o sistema de ensino guineense está indo de mal à pior, e, exige um engajamento sério dos intervenientes do setor nom sentido de inverter a situação das coisas.

“Até fim do presente ano letivo vamos pedir ao governo para nos enviar todos os documentos do apoio dos parceiros ao setor da educação uma vez que a Guiné-Bissau tem vindo a receber apoio dos parceiros educativos, mas são geridos muito mal há muito ano nesta senda estaremos atentos sobre situação”,

Domingos de Carvalho denuncia por outro lado, a forma como o país está a gerir os fundos recebidos dos parceiros para o setor da educação.

“A educação na Guiné-Bissau cada dia sai de mal para pior, uma situação que passa na cabeça de qualquer guineense atento nem estrangeiro pode perceber da situação é neste caso que o SINAPROF foi até algum momento e abdicou de paralisação para dar benefício de dúvida ao governo por isso o momento exige de cada interveniente o engajamento sério para resolver a situação”.

Sobre o levantamento da greve em andamento, e, conforme o presidente do Sindicato Nacional dos Professores, o mesmo deve-se ao pedido dos líderes religiosos e da sociedade civil e estudantis, por isso promete continuar com as reivindicações em maio próximo.

 

Por: Rádio Sol Mansi / Marcelino Iambi

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