PRESIDENTEDA REPÚBLICA CRITICA MORISIDADE DA JUSTIÇA NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, voltou a pontar a morosidade na resolução dos conflitos, como o maior problema da Justiça Guineense.  

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo falava esta quarta-feira em Bissau, no acto de abertura do Ano Judicial no país.

Sissoco Embalo disse que quando a justiça não é realizada dentro do prazo razoável, gera-se um ambiente que indica a existência de impunidade e de insegurança nos tribunais.

“O tempo que os Tribunais levam a resolver os litígios, a morosidade dos Tribunais na pacificação dos conflitos continua a ser um dos maiores problemas da Justiça guineense, quando a Justiça não se realiza dentro de prazos razoáveis gera-se um ambiente de impunidade, de insegurança e de quebra de confiança nos Tribunais e na própria autoridade do Estado”, disse Umaro Sissoco Embalo Presidente da República.    

Nesta cerimónia da abertura do Ano Judicial estiveram presente vários membros do corpo diplomático dos países acreditados na Guiné-Bissau.

Entretanto, o presidente do Supremo Tribunal da Justiça, José Pedro Sambú justificou a morosidade dos processos nos tribunais com as carências vividas pela sua instituição, particularmente no que toca a aspetos ligados com as novas tecnologias, ou seja a informatização dos tribunais.

“Para além da melhoria do Espaço físico em que estão instalados os Tribunais carecem de ser informatizados informatização que permitiria uma maior celeridade na tramitação dos processos e muito importante a diminuição de comportamentos menos abonatórios informatização que implica não só adotar os tribunais de computadores de meios e outos meios informático como também a formação dos operadores judicias para o seu uso profícuo”, justificou o presidente do Supremo Tribunal da Justiça.  

Já o Procurador-Geral da República, Edmundo Mendes disse que a ideia que circula e que induz a amorosidade dos processos judiciais afasta os cidadãos dos tribunais, esta ideia que, partindo do desconhecimento natural e justificado, foi ampliada, destorcidas e depois divulgada até a exaustão.

“É urgente criar uma justiça transparente mais próxima dos cidadãos que resolve os problemas quotidianos desses cidadãos que nele também acredite”, alerta.

O Procurador-geral da República afirma que a visão negativa da justiça, está fortemente associada a comunicação social e redes sociais que culpam quase exclusivamente ou muitos e dos demais os processos que pela demora não puderam ser concluídas atempadamente.

 

Texto & Imagem: Turé da Silva

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