PRAGA LAGARTA PREOCUPA AUTORIDADES DA GUINÉ-BISSAU
O director geral da agricultura confirma o surgimento de uma nova praga, vinda dos Estados Unidos da América, e que já está a constituir preocupações às autoridades agrícolas da Guiné-Bissau
Durante uma entrevista, esta sexta-feira (10), o director geral da agricultura, Carlos Mateus Tavares Amarante, diz que a praga “lagarta legionária” está a estragar as plantações, sobre tudo de milho.
“Nas este ano temos um projecto onde estamos a receber o apoio para combater a praga e, neste momento, estamos a dar formação para diferentes brigadas criadas a nível regional e estamos a trabalhar em colaboração com entidade financiadora do projecto de combate a este insecto”, explica.
Questionado se a chuva dos últimos dias não vai prejudicar as plantações, como aconteceu no ano passado, Carlos afirma que a inundação do ano passado aconteceu nas zonas onde os agricultores fazem as plantações tardias.
“Para este ano aconselhamo-los a fazerem plantações mais cedo, para que quando chegar o período de muita chuva as plantações serão encontradas numa altura onde a inundação não os prejudicará”, alerta o director geral da agricultura.
Ainda aos agricultores o responsável pede a diversificação das plantações.
“As pessoas só se preocupam com as plantações de arroz, mas também devem plantar as outras espécies como batata, milho preto, feijão, mandioca para que quando a plantação de arroz tiver problemas, terão outras para comer”, alerta.
O director geral da agriculta explica ainda que no ano passado a praga só atacava as plantações do milho, mas este ano já está a ser verificado ataque da praga de lagarta nas outras espécies de plantações no país.
A praga chamada lagarta, considerada a pior praga do milho, ataca a cultura do milho ao longo de todo o processo de crescimento, florescimento e fortificação, apareceu pela primeira vez em África em 2016 e na Guiné-Bissau foi avistada pela primeira vez, no ano passado, actualmente esta em 44 países africano.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes
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