PR CESSANTE PEDE RESISTÊNCIA NA LUTA CONTRA TRÁFICO DE DROGAS
O Presidente da República (PR) cessante, José Mário Vaz, convida os guineenses a resistirem combatendo para a liberdade definitiva da Guiné-Bissau contra o flagelo de tráficos de drogas
Esta terça-feira (24 de Setembro de 2019), na sua mensagem alusiva ao dia da independência nacional, Mário Vaz diz que não pode haver lugar para narcotraficantes na Guiné-Bissau e “nem para os seus cúmplices internos”.
“Perante tudo isto nós temos de resistir e combater para libertarmos definitivamente o nosso país deste flagelo. Mais uma vez pergunto: Onde está a nossa justiça? Onde estão hoje os suspeitos destas operações que a todo o custo querem rotular o nosso país como um narco-estado”.
No seu discurso à Nação o PR cessante volta a lembrar que narcotráfico é um fenómeno nocivo que coroe e destrói os alicerces de uma Nação, mina as instituições do Estado, e lança o povo na insegurança, na violência e na miséria.
“Nós não iremos consentir que a ambição desta pseudo elite, embriagada pelo dinheiro, transforme o nosso país num pântano de desgraças. A Guiné-Bissau é uma terra de gente de bem, não vamos deixar que um pequeno grupinho estrague a dignidade de um povo humilde”.
Ainda no seu discurso à Nação alusivo a celebração dos quarenta e seis anos da independência, Mário Vaz convida os guineenses a reflectir sobre a história e a identidade do país.
“Somos herdeiros de homens e mulheres de um elevado patriotismo e de uma envergadura moral indescritível e invejável. A estes heróis, aos nossos mártires, vítimas da opressão, a todos os Combatentes da Liberdade da Pátria e às nossas gloriosos Forças Armadas, eu rendo uma honrosa homenagem, em nome de toda a Nação, manifestando a nossa eterna gratidão e reconhecimento pelo precioso legado que nos deixaram, a independência proclamada no dia 24 de setembro de 1973”.
O chefe de Estado cessante disse que os guineenses não podem esquecer de que a independência que hoje se celebra é fruto da luta heróica pelo resgate da dignidade dos homens e mulheres guineenses.
“Aqueles que hoje vendem a nossa Pátria, falando mal do país e dos seus dirigentes em troca de benesses pessoais, vendem também a sua própria dignidade e o respeito de cada um de nós”
Para Mário Vaz, os heróis da independência deram as suas vidas pela pátria, lutaram por uma sociedade fundada no humanismo e hoje o país está sequestrado em proveito pessoal de um grupo das pessoas.
Para o PR cessante os heróis da nossa Independência, que deram as suas vidas pela Pátria, lutaram por uma sociedade fundada no humanismo, na igualdade, na justiça, na dignidade e no trabalho.
“Hoje, os nossos irmãos que sequestraram o nosso país em seu proveito pessoal, inverteram todos estes valores que para nós são sagrados e no seu lugar hastearam as bandeiras de ódio, do rancor (…) e cujo objectivo foi sempre lutar e a qualquer preço chegar ao poder, mantendo o nepotismo e os luxos que se habituaram”.
Mário Vaz denuncia que, recentemente o Governo contraiu empréstimos através da emissão de títulos de tesouro num montante de 10 bilhões de FCFA, e brevemente pretende emitir mais títulos de tesouro no mesmo montante, totalizando assim 20 bilhões de FCFA.
“É caso para perguntar onde pára o dinheiro da direção geral das Alfandegas, da direção geral de contribuições e impostos e dos fundos autónomos que deveria entrar diariamente nos cofres de Estado”, questiona.
Mário Vaz diz que, na sequência da sua luta contra os fenómenos nocivos, teve “ferozes inimigos, tanto internos como externos”.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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