PORTEIRO COBRA 250 MIL FRANCOS CFA AOS DOENTES QUE PROCURAM JUNTA MÉDICA
A directora-geral do estabelecimento de Cuidados de Saúde Pública do país pediu a retirada do porteiro do serviço da Junta Médica do Hospital Nacional Simão Mendes por ter pedido 250.000 franco CFA a cada paciente que necessita do tratamento urgente no exterior.
A Rádio Sol Mansi soube que, há várias queixas do género levantadas por alguns pacientes que necessitam de junta médica nesse maior centro hospitalar do país.
Numa entrevista exclusiva, Salimatu Sanhá, afirmou que, recebeu a queixa de um dos pacientes que lhe informou que foi cobrado um valor de 250.000 FCFA pelo porteiro do serviço da junta médica, facto que levou-a a fazer um ofício através do Ministério de saúde pedindo a retirada do referido pessoal.
“ Um doente teve coragem de queixar do sucedido junto ao meu gabinete denunciando a prática do porteiro que, ao não ter resposta satisfatória do doente, pegou o documento do doente e não o endereçou ao local indicado. Depois dessa confusão, o porteiro foi afastado do serviço para evitar futuros problemas à instituição”, explica a responsável.
Por outro lado, Salimatu Sanha sublinhou que o referido porteiro trata e expressa mal com os doentes, tendo considerado depois de inadequado o comportamento do porteiro principalmente com os pacientes.
Ainda a Rádio Sol Mansi, deslocou até ao maior centro hospitalar do país, onde viu e registou os gritos de socorro de três meninos em estado grave de saúde necessitando de ajuda para tratamento médico no exterior.
Segundo uma fonte que a rádio teve acesso, um dos meninos não pode aguentar mais de três semanas no país, o que preocupa a família, pedindo apoio a quem de direito e, a pessoa de boa vontade para ajudar a salvar a vida desse paciente e dos outros.
Refere-se que, apesar da directora-geral do estabelecimento do cuidado da saúde pública do país, ter emitido um ofício da suspensão para porteiro do serviço da junta médica, este continua a permanecer no serviço apesar de intervenção da polícia.
Muitas pessoas em situações de saúde críticas morrem a espera de conseguir uma junta médica, enquanto muitas outras que gozem de boa saúde partem disfarçadamente encobertos de junta médica, em troca de somas de dinheiros, quando a finalidade é a emigração. Uma situação que a directoria-geral de estabelecimento de Cuidados de Saúde Pública do país promete não baixar braços em banir as tais práticas.
Por: redacção/ Quina Nhaté
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