PAÍS PERDE 20% NO ÍNDICE DO DESENVOLVIMENTO HUMANO E FIGURA NA 178ª POSIÇÃO
A Guiné-Bissau situa na 178ª posição no índice de desenvolvimento humano baixo. Os dados figuram no relatório de desenvolvimento humano 2019.
O relatório com o lema “Além dos rendimentos, além das médias, além do tempo presente; as desigualdades de desenvolvimento humano no seculo XXI”, foi apresentado, esta segunda-feira (09 de Dezembro), em Bissau.
Em conferência de imprensa, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Tjark Egenhoff, disse que para a Guiné-Bissau o combate a pobreza e a pobreza extrema continua sendo um objectivo fundamental, mas o relatório lembra que isso não é suficiente, e que ao mesmo tempo é importante estar ciente das consequências de um desenvolvimento humano desequilibrado, levado a mais altos índices de desigualdade alem do sentimento de ser deixado para trás”.
“As políticas públicas vão ter que tomar em conta as tendências ligadas à mudança climática e ao progresso tecnológico. O relatório argumenta que enfrentar as desigualdades no desenvolvimento humano. Mas e de nenhuma maneira uma tarefa fácil. Requer esclarecer quais desigualdades são importantes para o avanço do desenvolvimento humano”.
Tjark Egenhoff sustenta ainda que não houve progresso importante em relação a posição da Guiné-Bissau no índice do desenvolvimento humano.
“Olhando para a posição da Guiné-Bissau, no índice de desenvolvimento humano, tem que se constatar que não houve progresso importante. O país tem que se esforçar mais para alcançar níveis de desenvolvimento humano e os Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no ano 2030. E nós queremos continuar a ser o parceiro para alcançar esse objectivo”.
O índice de desenvolvimento humano 2019 e o índice de desenvolvimento humano ajustado à desigualdade 2019, estabelecem que a distribuição desigual de educação, saúde e padrões de vida obstruiu o progresso dos países.
De acordo com esses indicadores, a Guiné-Bissau perdeu 20% do progresso de desenvolvimento humano devido às desigualdades em 2018.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bíbia Mariza Pereira
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