PAIGC RETIRA CONFIANÇA POLÍTICA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
O Partido Africano da Independencia da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) anunciou, no domingo (27/11), que não vai tomar parte no governo liderado por Umaro Sissoko e retira confiança politica ao presidente José Mário Vaz “por ser o principal promotor da crise politica” no país
A decisao vem expressa nas deliberaçoes da reuniao de comité central do partido libertador. Numa comunicação á imprensa o porta-voz e o partido, João Bernardo Vieira, disse que esta decisão foi tomada pela assumida determinação de José Mário Vaz em “afrontar” e “prejuducar” os interesses do PAIGC, partido que o conduziu ao mais da magistratura e remeter ao conselho nacional de jurisdição do partido todos os elementos que possam consubstanciar a violação do estatuto.
O partido pede ainda a responsablizaçao do Partido da Renovaçao Social (PAIGC) pelas acusaçoes feitas que segundo a qual o PAIGC estaria a mobilizar as forças armadas para um golpe de Estado.
“Ao membro do Partido da Convergencia Democratica (PCD), Vitor Mandiga, pelo conjunto de ameaças publicamente reveladas nomeadamente na intenção de incendear a sede dos libertadores e responsabilizá-lo por todas as consequências do seu pronunciamento irresponsável e desemedido”, adianta João Bernardo Vieira que pede a classe castrense a se manterem distante da luta política e a recusarem qualquer tentativa de instrumentalização.
Entretanto, ainda neste fim-de-semana, o grupo dos 15 dissidentes do PAIGC repudia ea decisão dos libertadores em retirarem a confiança política ao presidente José Mário Vaz, facto que o grupo classifica de “vergonhosa” e “inexistente”.
Numa nota de imprensa que a RSM tem acesso o grupo dos 15 acusa ainda a actual direção do PAIGC e do parlamento pelas consequências que possam advir dos seus “deliberados planos de bloqueio e inviabilização do país” e ainda condenam com veemência as retiradas posições de actual direção do PAIGC, “que rejeita o acordo de Conacri, ameaçando a sua efectiva implementação, com todas as consequenc ias que daí advêm”.
Portanto, durante o encontro com as populações do Bairro Gabú Zinho, em Bissau, o Presidente do Partido de Justiça Reconciliação e Trabalho Plataforma das Forças Democráticas, Malam Nanco, pede cedências por parte dos principais actores da crise política guineense para tirar o povo da difícil situação em que se encontra.
Nanco entende que a nomeação de Umaro Sissoko cumpriu uma parte do acordo de Conacri porque a figura nomeada é da confiança do presidente da Republica.
Ao PAIGC o líder do partido de Justiça Reconciliação e Trabalho Plataforma das Forças Democráticas pede o retorno a mesa de negociações e o bom senso para encontrar uma solução para formação de um governo e viabilizar o país.
Embora a nomeação de um novo Primeiro-Ministro, a situação política pesiste e Sissoko ain da não anunciou o seu elenco governanmental.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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