MISSÃO DA CEDEAO PROPÕE UM GOVERNO DE INCLUSÃO NA GUINÉ-BISSAU COM MANDATO DE DOIS ANOS

A delegação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) propõe a formação de um governo de consenso e inclusivo que terá o mandato de um ano como forma de tirar o país do impasse político que perdura há mais de um ano

Estas propostas de seis pontos foram entregues na tarde desta quarta-feira (07) ao presidente da república, José Mário Vaz, através da delegação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), que hoje termina a sua missão de aproximar as partes desavindas na crise política que foi transferida ao parlamento.

A Missão da CEDEAO recomenda ainda que durante os dois últimos anos do governo da unidade nacional, cuja liderança ainda não foi determinada, deve ser feita a reformas da lei eleitoral, no ramo da justiça e da administração territorial.

Os chefes da diplomacia dos países da CEDEAO recomendam a organização de um encontro multipartidário (PAIGC, PRS e os 15 dissidentes) para chegar um consenso para uma paz duradoura no país

“Uma outra questão a saber é o porquê de passados quase 43 anos depois da independência nenhum presidente ou governo conseguiu terminar o seu mandato”, adianta a missão da CEDEAO.

Esta missão da Comunidade do Estado Económica de Afica de Ocidental, ainda hoje, garantiu que em breve o país receberá a delegação dos chefes de Estado de CEDEAO para resolver a actual situação politica.

Mardjone Camará, chefe desta delegação, garante ainda que foram identificados alguns pontos que poderão ajudar a dirimir o impasse e tirar o país da crise embora encontrada algumas “convergências” nas visões em vários pontos apresentados.

Entretanto, antes de reunir com o presidente da república, esta missão manteve encontros com o presidente do parlamento. Á saída o líder da casa do povo, Cipriano Cassamá, disse que a solução para a saída da crise política no país pode ser encontrada ainda esta semana.

“Não é possível o país continuar nesta crise tão vergonhosa. Existem pessoas no país que não conseguem refeição completa. Deve haver dialogo e deixarmos o orgulho de lado e colocar o país a frente”, lamenta.

“Por parte do parlamento estamos só para seguir a lei e de maneira alguma pôr em causa o nosso regimento mas estamos disponíveis a dar a nossa contribuição para que esta delegação (da CEDEAO) seja a última a vir para nos fazer entender. Já somos adultos é bom sairmos desta vergonha”, disse.

Esta delegação, chefiada pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiro da Libéria, composta também pelos chefes da diplomacia da Guiné-Conacri e do Togo, manteve, desde terça-feira, encontros separados com as autoridades nacionais com o propósito de ajudar a ultrapassar a crise que persiste há mais de um ano.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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